Mansoa

A ponte velha sobre o rio Mansoa.
(foto gentilmente enviada por  César Dias, Ex Fur. Mil. – B.C. 2885 – Mansoa 69-71, autor ex-Alf Mil  Alfredo Montezuma, do mesmo Pelotão).

A Estação dos Correios.
(foto gentilmente cedida por  César Dias, Ex Fur. Mil. – B.C. 2885 – Mansoa 69-71; origem em http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2010/03/guine-6374-p5921-notas-soltas-da-cart.html)

mansoa_ponteantiga

A ponte antiga sobre o rio Mansoa.

mansoa24_central

Antiga Central Eléctrica, local onde a PIDE fazia os interrogatórios abafados pelo barulho dos geradores (fotografia de 2006).
(foto gentilmente cedida por Carlos Fortunato, ex-Fur Mil – CCaç13, Leões Negros; origem em http://bcac2885.com.sapo.pt/index.html)

mansoa23_abrigoobus

Abrigo do obus 10,5 virado para a “bolanha”.
(foto gentilmente cedida por  César Dias, Ex Fur. Mil. – B.C. 2885 – Mansoa 69-71; origem em http://bcac2885.com.sapo.pt/index.html)

mansoa22_jardim

Zona ajardinada entre duas casernas.
(foto gentilmente cedida por  César Dias, Ex Fur. Mil. – B.C. 2885 – Mansoa 69-71; origem em http://bcac2885.com.sapo.pt/index.html)

mansoa21_geral

Quartel de Mansoa visto do cimo do depósito da água.
(foto gentilmente cedida por  César Dias, Ex Fur. Mil. – B.C. 2885 – Mansoa 69-71; origem em http://bcac2885.com.sapo.pt/index.html)

mansoa20

A igreja católica vista da entrada principal e tendo o campanário nas traseiras.
(foto gentilmente cedida por Afonso  Sousa, ex-Fur Mil Trms, CART 2412 , 1968/70)

A Porta de Armas (não consegui convencer este figurante a sair da objectiva).
À esquerda: BC 1857 – “Aos que lutando se honraram”.
Ao centro: “Essas poucas páginas brilhantes e consoladoras da história de Portugal contemporânea escrevemo-las nós os soldados”.
À direita: o emblema do BC 1897.

A praça de táxis.

O centro com o café e esplanada.

Avenida principal.

O jardim.

Placa informativa das distâncias para Sudeste.
Bindoro: 10 Km
Porto Gole: 25 Km
Enchalé: 47 Km
Banbadinca: 62 Km
Bafatá: 90 Km

Placa indicativa das distâncias para Norte.
Mansabá: 30 Km
Farim: 52 Km
Bafatá: 96 Km

Fachada com esplanada do Clube de Futebol Os Balantas.

Placa informativa das distâncias para Sudoeste, com a ponte ao longe e Jugudul já do outro lado do rio mas bem perto.
Encheia: 18 km
Nhacra (Posto): 28 Km
Bissau: 49 Km
Porto Gole: 28 Km
Enchalé: 50 Km
Bambadinca: 65 Km
Bafatá: 93 Km

No Mercado, uma banca onde tudo escasseava.

Inscrição na parede de uma caserna.

A ponte na estrada que ligava a Bissau. Do lado oposto a Mansoa ficava muito perto o destacamento de Jugudul.
(foto gentilmente enviada por, Joaquim Mexia Alves, Ex Alf. Mil. Operações Especiais/Rangers, Cart 3492; Pel. Caç. Nat. 52; C. Caç 15 – 73/74)

O barbeiro, que não tinha mãos a medir, em plena actividade e sua caixa de utensílios no chão à esquerda.
(foto gentilmente enviada por, Joaquim Mexia Alves, Ex Alf. Mil. Operações Especiais/Rangers, Cart 3492; Pel. Caç. Nat. 52; C. Caç 15 – 73/74)

Em primeiro plano um velhinho “Willis” e por detrás o abrigo do morteiro.
(foto gentilmente enviada por, Joaquim Mexia Alves, Ex Alf. Mil. Operações Especiais/Rangers, Cart 3492; Pel. Caç. Nat. 52; C. Caç 15 – 73/74)

A casa do administrador.
(foto gentilmente enviada por, César Dias, Ex Fur. Mil. – B.C. 2885 – Mansoa 69-71)

A esplanado d’ Os Balantas com cinema à noite e muitos mosquitos.

A vista da esplanada com a ponte no horizonte.

Aspecto exterior do aquartelamento.

A manutenção dos obuses 14.

Um aspecto das casernas.
(foto gentilmente cedida por:  José Carlos Ferreira, ex-1.º Cabo Caixeiro,  CCS/BCAÇ 3832, Mansoa 70/73)

Os estragos depois do bombardeamento.
(foto gentilmente cedida por:  José Carlos Ferreira, ex-1.º Cabo Caixeiro,  CCS/BCAÇ 3832, Mansoa 70/73)

Outro pormenor do ataque ao quartel.
(foto gentilmente cedida por:  José Carlos Ferreira, ex-1.º Cabo Caixeiro,  CCS/BCAÇ 3832, Mansoa 70/73)

A ponte sobre o rio Mansoa.
(foto gentilmente cedida por:  José Carlos Ferreira, ex-1.º Cabo Caixeiro,  CCS/BCAÇ 3832, Mansoa 70/73)

Anúncios

66 Respostas to “Mansoa”

  1. Carlos Brito Says:

    Belas imagens de Mansoa. Estive lá no BArt 645.
    No meu tempo a porta de armas era na avenida principal, a que tinha no
    fundo a Central. O Comando ficava quase frente à escola. No mesmo bloco e ao lado do CMD estava a messe de sargentos.
    O CF BALANTAS exibia filmes. Quando íamos ao cinema éramos acompanhados por uma Fox que fazia a segurança. Também não nos
    esquecíamos das espirais Dragão, para não sermos comidos pelos mosquitos. Ali fizemos a festa do 1° ano de comissão. Bons tempos!!

  2. Joaquim Mexia Alves Says:

    Meu caro

    Gostei de rever Mansoa onde passei os últimos 6 meses da minha comissão, na C. Caç. 15.

    Vou enviar-te por mail umas fotografias do desfile que a C. Caç 15 fez na recepção ao Gen. Betencourt Rodrigues em Mansoa.

    Abraço camarigo do
    Joaquim Mexia Alves

  3. César Dias Says:

    Olá Henrique

    Vi fotos recentes de Mansoa que me entristeceram muito. Estas sim, representam a Mansoa que eu conheci, desde a Sede do CF Balantas, passando pelas ruas da vila até o interior do Quartel, tudo me é familiar. Bem hajas Henrique, por me relembrares os 2 anos que passei naquela vila. O vosso monumento “AOS QUE LUTANDO SE HONRARAM” penso que foi perpetuado, pelo menos em 71 ainda por lá ficou, devidamente conservado.
    Um abraço
    César Dias
    BCAÇ2885 Mansoa 69/71

  4. Jorge Picado Says:

    Mansoa…ainda tão presente…e de que quase não consigo identificar as imagens. A Porta de Armas, “Os Balantas” onde se viam uns filmes para descontrair (sem necessidade de protecção) e assisti a um espectáculo organizado pelo PIFAS(?), chefiado pelo então Cap. Otelo Saraiva de Carvalho, de que guardo uma cena que jamais esquecerei protagonizada por um soldado, por acaso da “minha” CCaç 2589…a ponte, à entrada de quem vinha de Bissau…enfim imagens dispersas de quem apesar de tudo lá passou quase 1 ano. Estes meus esquecimentos serão fruto de quê?…do stress de então? ou da desconexão entre os olhos e o cérebro para não ver a realidade?
    Um abraço
    Jorge Picado
    Ex Cap Mil BCaç 2885 70/71

  5. jorge ribeiro Says:

    Caro engenheiro daqui vai um abraço.

  6. Henrique

    Que relíquia, essa foto da ponte velha de Mansoa, tenho algumas mas dos destroços dessa ponte, em 69 já estava parcialmente destruída, já funcionava a nova ponte.
    Bem hajas

    César Dias

  7. ELIRIO PEREIRA Says:

    É bom ao fim de quase 40 anos ver fotografias de lugares onde passamos maus bocados, mas também lembrar momentos inesquecíveis e bons.
    Estive no S.T.M. de Mansoa e no do Pelundo e guardo boas recordações de ambos os lugares.
    Só tenho pena de nunca mais ter noticias dos Amigos com quem passamos momentos que nunca mais esquecerei.
    Se por acaso alguém se recordar do ELIRIO do S.T.M. e quiser contactar-me para lembrar esses tempos estou à disposição
    Um Abraço para todos.

    Elirio Pereira

  8. Sampaio e Melo Says:

    Caros camaradas de armas:

    Gostei imenso de ver as fotos da linda Mansoa. Sou ex-furriel enfermeiro da C.Caç.Nat.15 (original) que partimos de Bolama para Mansoa em Abril 1970. Terminei a comissão em Abril 1972.
    Obrigado por ter colocado à disposição de todos a possibilidade de reviver a bela vila de Mansoa e trazer à memória todos os bons e menos bons acontecimentos das nossas vidas e sobre tudo o voltar a sentir “da verdadeira camaradagem”.

    Convivi com todos os do B.Caç.2885, comandado pelo Ten.Cor.Chaves de Carvalho e 2º comandante Galhardo.

    Gostava de contactar com o ex-Alf.Mil. Joaquim Mexias Alves que esteve na C.Caç.15, depois de mim.

    Um abraço
    Sampaio e Melo
    jsampaioemelo@gmail.com

  9. ANTONIO OLIVEIRA DA LUZ Says:

    Gostei de ver estas fotos eu tambem estive na Guiné 73/74 voltei mais cedo devido ao dia mais feliz de 98% dos portugueses eu estive em Bula
    Obrigado Cesar

  10. Eu gostei muito destas fotografias.

  11. João Magalhães Says:

    Passei e gostei muito do blog, casualmente descobri um grande camarada
    da Guiné e da CCAÇ 15 Mexia Alves, mando-lhe um grande abraço e na eventualidade de ser possível o contacto do Email.

    A minha comissão em Mansoa 73/74 parte na CCAÇ4641 e o restante 6 meses na CCAÇ15.

    Foi bom recordar, que o Blog seja um sucesso.

    Um abraço
    João Magalhães
    ex.Alf.Mil. Magalhães

  12. Joaquim Mexia Alves Says:

    Caro Henrique Cabral

    Obrigado pelo teu contacto.

    Deixo aqui o meu mail para se houver mais “pessoal” da C. Caç. 15 me poder contactar, se não, levas a mal claro!

    joquim.alves@gmail.com

    Abraço amigo do
    Joaquim Mexia Alves

  13. Eu como o João Magalhães, fiz a minha comissão em Mansoa 73/74 na CCAÇ4641.

    O Mexias Alves, ou muito me engano, cantava o fado e num belo dia interpelou um grupo de soldados que cantavam à Alentejana.
    A ideia era convidar o grupo para uma festa de anos do Oficial médico que fazia anos.

    O que aconteceu depois….

  14. Estêvão Says:

    Estive em Mansoa, fazendo parte da Companhia de Caçadores 462 nos últimos 4 meses antes de regressar a Portugal.

    1963 – 1965.

  15. José Carlos Ferreira Says:

    Belas fotos… E belas recordações, é exactamente o que me vem à memória
    embora escassa.
    Um abraço e bom trabalho.
    José Carlos

  16. José Teodósio Cachochas Says:

    Gostei das imagens de Mansoa onde estive 25 meses, integrado na CCS/B.Caç.1912, em 1967/1969.
    Estas imagens mostram algumas coisas que no meu tempo ainda não estavam lá. O clube “Futebol Os Balantas”, local onde passei muitos bons momentos – recordo um espectáculo com a Manuela Maria e o Francisco Nicholson, o filme “Um dólar furado”… e o primeiro ataque ao quartel, a meio de um filme, na noite de santo António.

  17. António Spencer Says:

    olá

    Tinha 12 anos em 1974. Muitos de vós conheceram o meu pai que tinha um restaurante. Temos uma associação de amizade mansôa-matosinhos. Se quiserem contactar-nos o Email é mansoaspencer@hotmail.com, para tentarmos ajudar os que por lá ficaram. Abraço.

  18. Paulo Pires Says:

    Viva,

    Gostava de ajudar um amigo a encontrar os companheiros dele de guerra.
    Fazia parte da Companhia de Caçadores 462 1936/1965. Se me pudessem ajudar agradecia.

    Sr. Estêvão, vi que esteve lá algum tempo, se tiver algum tempo agradecia contacto p/ piresnet@gmail.com

    Um bem haja a todos
    PP

  19. Estêvão Says:

    Paulo Pires

    Eu sempre fiz parte da CC 462 que esteve em Ingoré, Sedengal, Bula, Manosa, no período de 1963 a 1965. Tinha um colega na Companhia que se chamava Canas Pires, não sei se é a mesma pessoa.
    Eu era furriel miliciano.
    Lembro – do Alves, do Ferreira, do Geraldes, do ciclista, do Pedreira, do Amaro. Era uma companhia quase toda do Norte à excepção de três ou quatro elementos do Algarve, incluindo eu.
    A juventude já passou mas ainda tenho saúde física e mental, com boas e más recordações da Guiné.
    Um abraço
    Estêvão

  20. Paulo Pires Says:

    Amigo Estêvão,

    Muito obrigado pela sua resposta. Não fui eu que lá andei, como expliquei, gostava de ajudar um amigo a encontrar o pessoal. Esse amigo chama-se Joaquim Bernardes, diz que se recorda de alguns destes nomes e ficou muito satisfeito em saber que anda mais alguém ainda por cá que troque umas mensagens. Caso queira, deixe-me por favor o seu contacto ou caso pretenda contactar directamente, joaquimambernardes@gmail.com
    Um abraço
    P. Pires

  21. Humberto F. Costa Says:

    Eu, Humberto Costa antigo 1º cabo Op-Cripto, estive na C.CAÇ. 15 no ano
    1972/74. Agradeço todo vosso interesse pelas recordações.
    Estas Fotos foram a nossa Vida e recordar é VIVER.
    Um Abraço a todos os Antigos Militares que passaram por MANSOA.

  22. Carlos Rios Fur.Milº CCaç1420 Says:

    Espanto é o sentimento que me assalta, bonitas e saudosas fotografias, mas não posso deixar de sentir a falta de outras que façam sentir o quotidiano da vivência desta terra durante a guerra colonial. As ruas esburacadas, a prisão onde eram torturados os desgraçados que fossem apontados por qualquer outro, o lago do crocodilo que um militar qualquer matou a tiro, alguns elementos da população com a sua corrente de misérias, o desaparecimento de alguns militares, as passeatas do padre para (contactos) com a população.
    Capturado, fardado um IN, e uma vez chegado ao quartel de Mansoa teve o Sr. Com. de Sector um gesto heróico (enfiou uma valente bofetada no homem que se encontrava em sentido e com as mãos atadas). Que vilania. Muito mal preparados estavam os homens que nos conduziam. Uns nadas.

  23. Lobo (Cart 1660 1967/1968 Says:

    19 meses adido a Mansoa ao Batalhão 1912 e seu antecessor.
    Várias operações para zonas temíveis como Locher, Morés, Cobonge e Sarauol e outros.
    Fui um grande maluco preferindo os lugares da frente nas deslocações a bases inimigas. Vi falecer alguns camaradas nossos acima de tudo milicias naturais da Guiné os quais tal como eu iam por norma na frente da fila indiana para as casas de matos e outros objectivos IN.
    Felizmente apenas fui ligeiramente ferido numa deslocação entre Cutiá e Mansoa ao passar em viatura na zona de Sansanto.(Laranjeiras). Uma emboscada roubou a vida a 1 soldado da metropole e ainda 3 feridos.

  24. Joaquim Ribeiro - Radio telegrafista Says:

    Fiz a comissão na C. Cac. 15, em Mansoa, entre 71 e 73.

    Senti-me comovido ao ver algumas imagens familiares e vi aqui nomes que, de certeza, estiveram comigo,mas que não estou a conseguir associar às caras.
    fez-me bem visitar esta página. Um grande abraço.

  25. Jorge Lobo Says:

    Guiné, o Ex-Vietname africano

    Depois de fazer a recruta em Vila real, a especialidade de artilharia em Penafiel e o IAO no Guincho(Cascais), embarcamos a 7 de Fevereiro de 1967 para a Guiné onde desembarcamos a 11 desse mesmo mês.

    Ao desembarcar em Bissau logo o pessoal da minha companhia sentiu o cheiro típico a terra queimada, aquela terra vermelha típica de terras Africanas.

    Logo após o desembarque recebemos a notícia de que íamos ficar destacados em Mansoa e de seguida alguém nos confidenciou que Mansoa era nem mais nem menos que um local de extremo movimento bélico……..

    Subimos para as viaturas e logo à chegada a essa vila de Mansoa, sentimos-nos tristes e desmoralizados ao ver a alegria do pessoal a quem íamos render e que era a Companhia nº 816 (Lobos do OIO). Os seus elementos encontravam -se sorridentes aos pulos em cima das suas viaturas, tirando as fotos de despedida afim de momentos depois seguirem para Bissau para embarcarem para a metrópole no próprio navio de onde tínhamos desembarcado pouco tempo antes.

    Ficamos adidos ao Batalhão 1857 que actuava nas temíveis zonas de Sarauol, Locher, Changalana, Cobonje e por vezes também em Morés.

    Não foi preciso muito tempo para que o meu pelotão fosse baptizado de fogo.
    Uma semana após, quando fomos em viaturas buscar uma companhia que vinha da mata do Locher, fomos emboscados a cerca de 6 Kms do Jugudul na estrada esta que liga as localidades de Mansoa e Portogol.

    Aqui, tivemos a oportunidade de conhecer finalmente o sabor amargo da guerra, ao ver um ferido pertencente á companhia que tínhamos ido buscar.
    Ao ouvir os primeiros tiros, pensamos que ainda estávamos nos treinos do IOA no Guincho, só passados momentos verificamos que ali, as balas não eram de madeira mas sim de chumbo envolvido em latão….

    Um mês passado, nova emboscada na zona do Alto Namedão, onde um elemento da nossa milícia que ia à frente da coluna, foi atingido por uma roquetada que lhe arrancou o cinto e cartucheiras indo rebentar atrás dele sem lhe causar qualquer ferimento.

    Mais umas 3 semanas e eis que rebenta uma mina na segunda viatura quando íamos a caminho de Portogol. Vários feridos e um nosso furriel morto, que ia ao lado do motorista.

    Um mês depois estávamos no quartel, ouvimos um grande estrondo na estrada Mansoa-Portugol. Vamos de imediato ver o que se passava e deparamos um Unimog destruído com vários pedaços de pernas espalhadas no terreno num raio de 100 metros e ainda com bota calçada. Tinha sido devido a mais uma mina anticarro que tinha rebentado numa viatura da companhia do batalhão onde estávamos agregados. Vários mortos e feridos.

    Uma semana depois, um patrulhamento ao Sarauol. no lado de lá da bolanha, entre Cutiá e Sarauol, o soldado Aradas repara num fio de aço ao lado da picada, fio este que estava ligado a uma granada defensiva. (armadilhada), a qual foi desmontada pelo nosso furriel, Farromba.
    Recordo que para essa operação tinha sido chamado à ultima hora um soldado que não era previsto sair nesse dia. Curiosamente, esse mesmo soldado, que tanto se lamentou por ter sido nomeado para essa operação e que, a caminho do objectivo ia a rezar de terço na mão para que nada de mau lhe acontecesse… foi esse mesmo João o único morto em combate quando a companhia se encontrava estacionada em circulo dentro da mata do Sarauol. Foi atingido por um estilhaço de morteiro 82 que passou por baixo do tronco de uma árvore caída no solo atingindo-lhe a cabeça quando este estava a meu lado deitado atrás do tronco da árvore.

    15 dias depois, fomos até perto do Locher em viatura afim de trazer uma companhia que vinha de uma operação. No momento em que chegávamos ao local onde nos devíamos encontrar com eles, estava ainda essa companhia a fazer fogo sobre o acampamento IN . Minutos depois, essa companhia era emboscada já muito perto do local onde nos encontrávamos à sua espera, altura em que foram por nós ajudados já que estávamos precisamente nas costas do IN, tendo permitido a mim próprio alvejar com sucesso um militar do PAIGC que se encontrava a disparar contra a companhia que vinha do objectivo. Ele estava empoleirado no cimo de uma árvore com uma arma (costureirinha) que não chegámos a capturar porque entretanto a companhia 1686 já estava junta de nós para seguirmos na direcção de Mansoa.

    Uma paragem no caminho para descansar e eis que ; o Aradas, (rambo à portuguesa), olha em frente na picada e vê um grupo IN a cerca de 200 metros saindo da estrada e infiltrando-se na mata. Todos levantamos para continuar a marcha na direcção de Mansoa.
    Sozinho à frente da coluna e a cerca de uns 100 metros de distância do segundo militar da coluna, ele aproximou-se sozinho do local onde os guerrilheiros se tinham emboscado ao lado da estrada.
    Dispara sobre eles provocando de imediato um arraial de fogo dos dois lados das tropas conseguindo o Aradas, minimizar os danos já que desta forma não fomos apanhados de surpresa pelo IN. Mesmo assim tivemos um morto pertencente a uma companhia do Batalhão 1912.

    Após uns seis meses de comissão, calhou-me ir para o destacamento do Jugudul, o qual não possuía abrigos porque se supunha que o inimigo nunca o atacaria por ser uma ex-escola. Mais tarde depois da nossa substituição no Jugudul, este destacamento haveria de ser atacado fazendo vários feridos a quem lá estava destacado e com um morto do lado N do qual falarei mais adiante.

    Do Jugudul fomos destacados para a ponte de Braia por 2 meses e daí voltamos para Mansoa para continuar a parte operacional.
    Estávamos praticamente a meio da comissão.

    De novo em Mansoa, quando certa madrugada o Jugudul era atacado.
    Na manhã seguinte o meu pelotão foi lá fazer o reconhecimento e encontramos o municiador de metralhadora IN deitado no chão morto de costas e enrolado num pente de balas de alto calibre, atrás de um monte de baga-baga.

    Pouco tempo depois, a companhia 1686 pertencente ao batalhão (1912) que entretanto tinha substituído o Batalhão 1650, fez um golpe de mão na mata de Tenha-Locher e no regresso sofreu uma forte emboscada mesmo na bolanha junto do acampamento do que resultaram vários mortos e feridos, tendo lá ficado abandonado morto um soldado milícia que era o melhor guerreiro que tinha esse batalhão.

    Uma semana passada somos acordados por volta da meia noite tendo o nosso capitão dito na formatura que se seguiu, que teriamos de ir destruir por completo o acampamento turra onde uns dias antes tinha havido todos aqueles mortos e feridos, no Locher.

    Foi um problema a nossa saída do quartel. Pertencia ao meu pelotão ir à frente da coluna e, o nosso alferes comandante de pelotão e mais um cabo da minha secção, entraram em pânico e isso provocou que o CMDT de companhia pedisse voluntários para ir à frente sempre que houvesse operações de assalto a casas de mato.
    Acabei por me incluir nesse (voluntariado….).

    Chegamos ao Locher, entramos na mata por volta das 4H30 da madrugada. Seguimos por fora da picada cortando ramos de árvore para conseguirmos passar de forma a evitarmos a sentinela IN,
    Finalmente entramos no acampamento. Estava abandonado de forma que, restou-nos destruir (queimar)as casas de mato. Regressamos ao quartel sem qualquer contacto com o IN.

    Uma semana depois, mais um patrulhamento na zona de Ga Fará já perto de Morés, na operação (estrela do norte). Eu ia em 2º lugar à frente da coluna juntamente com a milicia.Encontramos uma casa de mato com vários guerrilheiros a fugir, disparei atingindo um deles tendo-lhe capturado a sua arma, (Kalasnikov).

    Pouco tempo depois fomos passar cerca de um mês ao Olossato, arredores de Morés.
    Num patrulhamento com emboscada, ferimos um elemento IN capturando-lhe a respectiva arma, sendo esse elemento transferido para Bissau onde foi curado ao joelho ficando por lá como guia das nossas companhias de comando.

    Regressados do Olassato a Mansoa, fizemos um golpe de mão perto de Uaque local onde se acoitava um grupo IN que na altura montava minas anticarro na estrada Mansoa-Bissau.
    O acampamento estava desabitado, pois antes de lá chegarmos o IN já tinha de lá fugido excepto o seu enfermeiro que não tinha tido tempo de fugir com os companheiros e se encontrava a dormir tendo-lhe sido capturada por mim e um soldado milícia a arma e a bolsa de enfermagem.

    mais uma ida à zona do Sará fazer uma emboscada para tentar apanhar na fuga o inimigo que tinha sido surpreendido num golpe de mão por parte da do Batalhão de Mansabá.

    Finalmente o meu pelotão foi destacado para Cutia.
    Numa ida em viaturas a Mansoa, fomos emboscados em Sansanto tendo o Aradas e eu, feito o reconhecimento à mata, após a emboscada. Estivemos perto de capturar um elemento IN ferido o qual só não foi capturado por minha culpa ao pedir ajuda ao Aradas para me ajudar a localiza-lo já que eu tinha ouvido os seus gemidos ali por perto. Pela vida fora, arrependi-me de ter chamado o Aradas pois penso que sozinho eu teria capturado não só o guerrilheiro mas também a sua arma.
    Este, acabou por deixar de gemer e não o conseguimos encontramos encontrar no capim porque tínhamos pressa de continuar a viagem nas viaturas para ir a Mansoa.

    Na semana seguinte tudo nos correu pior, pois quando íamos de novo a Mansoa abastecer, seguíamos em 2 viaturas uma delas rebocando a outra por avaria.
    Íamos a cerca de 20 Km/hora e éramos alvos fáceis.
    No preciso local de uma semana antes, fomos de novo emboscados e na viatura onde eu seguia, houve vários feridos e um morto pertencente ao plotão de morteiros que com nós se encontrava estacionado em Cutia.

    Por fim, fomos passar os últimos 3 meses a Bissau de onde embarcámos finalmente para Portugal ao fim de 22 meses de Guerra acesa e encarniçada na Guiné.

    Aos (heróis portugueses de hoje), àqueles militares mimados que hoje em dia vão passear para o Kosovo ou Paquistão acompanhados de jornalistas e mimados que nem bebés, ganhando chorudos ordenados, a esses nem lhes passa pela cabeça o que os seu progenitores passaram na guerra da Guiné Bissau onde a morte os espreitava em cada esquina ou atrás de cada árvore daquelas temíveis matas mesmo ali ao lado dos quartéis nacionais.

  26. Olá Jorge Lobo,

    Impressionante relato da sua passagem por Mansoa, por onde também andei.

    O Jugudul, nos meus tempos já não existia…

    Abraços
    Mansoa 73/74 -C.CAÇ – 4641
    Leandro Fialho

  27. Jorge Lobo Says:

    Pois Leandro, as coisas foram mudando por lá e segundo consta por altura do 25 de Abril a guerra limitava-se à fronteira da Guiné e pouco mais do que isso.
    Daí eu não acreditar nos políticos nacionais e do PAIGC que dizem que a guerra na Guiné estava perdida por altura do 25 de Abril.
    Nada mais errado…..

  28. Jorge Lobo,

    Parece-me haver no seu ponto de vista algum desconhecimento.

    A minha companhia que foi umas das últimas a sair da Guiné, tendo nós vivido a criação de um novo pais independente e livre, não tenho a ideia de que a Guerra estivesse ganha e que só havia guerra nas fronteiras da Guiné.

    Alguns exemplos:

    – O Abandono de : Gadamel, Guilege e Guidage, pelas nossas tropas, deu-se nessa altura com todo a dramatismo que se sabe. Aliás nós fomos para a Guiné devido a esse acontecimento.

    – Um dos maiores ataques na zona de Mansoa que não é propriamente uma vila fronteiriça , deu-se na frente estrada do Jugudul em Maio de 1974

    – o Aparecimento dos Aviões Mig no teatro de guerra em contraponto ao nosso velho e pachorrento Fiat, veio alterar completamente o cenário de guerra.

    – Se um helicóptero tinha de vir a Mansoa a meia dúzia de quilómetros de Bissau, só vinha com luz natural e faziam todas a curvas que a estrada fazia, sair desse trajecto e vir em linha recta, corria o risco de bater com os costados numa qualquer bolanha .

    – Bissalanca , zona do aeroporto, era considerada 100% operacional, alias, foi atacado uns tempos antes da nossa chegada.

    Com vê foi fácil desmontar o seu ponto de vista que a guerra estava ganha. Por certo outra opinião existirão que podia ser dadas aqui.

    Abraços
    Fialho

  29. Jorge Lobo Says:

    Fialho, acho provável o que dizes. A minha opinião acima baseava-se nos dados que tenho analisado ao longo do tempo que dura este blogue e também através do nº de mortes e feridos nos últimos tempos da guerra na Guiné, nº esse que nos primeiros 4 meses do ano de 1974 fica bastante aquém do volume assustador dos anos anteriores tendo o ano de 1973 sido dramático devido à novidade dos misseis Stella que fez com que as FAP tivessem sido apanhadas de surpresa e passassem um período difícil até se recomporem, isto com óbvio prejuízo de quase todos os militares operacionais que lá andavam na altura.
    Abraço
    Jorge Lobo

  30. José Aurélio Antunes Says:

    Obrigado a todos pelas fotos de Mansoa que me fizeram recordar “velhos tempos”…inesquecíveis.
    Fui Fur. Milº – Transmissões de Infantaria – na CCAÇ 15 de Fev 72 a Nov 73, em rendição individual. Gostaria de contactar com os camaradas e amigos dessa época.
    Grande abraço
    Aurélio Antunes

  31. João Magalhães Says:

    Olá amigo Antunes
    Estive em Mansoa em 73/74, fui Alferes Miliciano na CCAÇ4641 , transitei para a CCAÇ15 nos princípios de 1974.
    Nós CCAÇ 4641 temos o nosso convívio anual todos os anos sempre no 2º Sábado de Setembro, este ano vai ser em Viseu.
    Na eventualidade de pretender contactar, o nosso Email ccac4641@gmail.com
    Abraço
    JMagalhães

  32. Américo Ventura Says:

    Gostava que alguém me ajudasse a encontrar o 1º cabo Bartolomeu José da Conceição mais conhecido por José Maluco de Lisboa era da Companhia 2587 integrada no Batalhão 2885. A última morada que conheço era Rua Alexandre Herculano n.º 28, Amadora, sua mãe era porteira do prédio e ele foi ferido no Bindouro em Bissau. Regressou a Portugal e nada sei dele.

  33. Humberto F. Costa Says:

    Olá Amigo Joaquim Ribeiro Telegr. CCAÇ 15 Mansoa 71/73. Eu, era o 1º cabo Costa – Op. Cripto fazia parte da Família CCAÇ 15 – 71/73.
    Lembro muito bem de ti o do nosso taberneiro Tavares, o homem forte da Compª. Espero que a malta ao ver estas coisas, comunique uns com os outros para os bons momentos e maus que passámos durante dois anos sejam relembrados. É sinal que ainda estamos vivos.
    Um grande abraço para ti e toda a nossa família CCAÇ 15.

  34. Américo Ventura Says:

    Gostava que alguém me pudesse ajudar a encontrar o nosso camarada 1º cabo Bartolomeu José da Conceição mais conhecido pelo “zé maluco”.
    A última morada conhecida dele era na Amadora.
    Agradecia informação por email ou tlf 938488389.
    Saudações a todos os camaradas.

  35. Varela (barbeiro) Says:

    Pois é meus caros amigos ex furriéis mil. e alf. mil. são todos bem vindos ao convívio deste mundo infernal da máquina.
    É pena não podermos ser iguais, porque senão éramos sempre novos, é que velhos são os trapos, somos é usados como diz o escuteiro do norte.
    Quem teve a ideia de por estas relíquias aqui é como estar lá é pena que não tenham uma perseverança sobre os traços de a tropa ter lá passado pois está tudo destruído.

  36. leopoldo correia Says:

    Caro António Spencer: Tive o prazer de conhecer seus pais em Mansoa e fui, além de amigo, comensal do restaurante que eles geriam. Estávamos no ano de 1965 e eu era fur.milic. da CART 564, o António tinha nessa altura 3 anitos. Quando puder contacte-me pois eu sou amigo de militares (ex) que se reúnem no Milho Rei às 4ª feiras e de vez em quando também apareço, aquilo funciona como escritório da Tabanca Pequena de Matosinhos, vale sempre a pena evocar recordações de Mansoa….. Um abraço Leopoldo Correia

  37. Carlos Pinto Says:

    Caros camaradas,

    Eu, Carlos Alberto Jesus Pinto, 1º cabo condutor apontador daimler 06842969, estive integrado no pelotão de reconhecimento daimler 2208, chegado a Bissáu em 06 fevereiro de 1970, onde permanecemos na CCS do quartel general até 13 de fevereiro, dia em que partimos para Mansoa.

    Chegados a Mansoa o pelotão foi dividido, uma parte permaneceu em Mansoa e o restante seguiu para Mansabá.

    Já em Mansabá ficámos inseridos na C. CAÇ 2403 onde permaneci até 17 de abril de 1970, data em que regressei a Mansoa, onde me juntei ao restante pelotão outrora dividido e integrado no B. CAÇ 2885. Posteriormente substituído, por fim de comissão, pelo B. CAÇ 3832.

    Só agora me aventuro na blogosfera e portanto só agora procuro camaradas com quem partilhei experiências.
    Para futuros contactos: Carlos Pinto: carlosjesuspinto@iol.pt

  38. Américo Ventura Says:

    Camarada Carlos Pinto já te deixei no teu correio electrónico o que tinhas de fazer.
    Caso precises de mais informação liga pelo telefone 938488389.

  39. Joaquim Ribeiro - Radio telegrafista Says:

    De novo em visita a esta página, deparei com dois camaradas da C. Cac. 15: o Humberto Costa, Op. cripto, de quem me lembro muito bem e de Aurélio Antunes, o meu caro furriel madeirense.
    Gostaria muito de contactar convosco.
    Para o efeito, fica o meu contacto: quimribeiro1@sapo.pt, ou 969381701.
    Peço também a ajuda do autor deste blog, se se der o caso de ter o contacto destes dois camaradas.
    Desde já um forte abraço.

  40. José Aurélio Antunes Says:

    Amigo e Camarada Quim Ribeiro.
    Com muita alegria e emoção recebi o teu contacto através desta via. Espero continuar a falar contigo e encontrar outros camaradas da CCAÇ 15 entre 1972 e 1973…
    Um abraço

  41. virgilio morais Says:

    saudades de mansoa futebol de cinco no cimentado dos Balantas ,futbol de onze no pouco relvado qu havia grandes momentos de futebol nunca tinhamos elementos lezionados graças ao nosso massagista Cabaços ,isto tudo da C C S do B C 1912 de 1967 a1969 da qual fiz parte

  42. Antonio Espingarda Says:

    Caro Leopoldo: sou o Espingarda, não sei se te lembras,gostaria de entrar em contacto contigo, o mais fácil talvez seja pelo skype, até breve um abraço

  43. Idalindo Francisco Pereira Says:

    gostei muito de vêr as fotos de mansôa estive no bcaç3832 na cop.3305 só que estive quase todo o tempo em infandre,era condutor, e fui render um camarada que faleceu em braia no natal de 71 e como era de rendição individoal nunca mais tive comtatos com nimguem do batalhão o que gostava bastante que acontece-se obrigado por me deixarem recordar algo da minha vida.bem ajam

  44. Caro Jorge Lobo, recorda-se de um oficial do Porto (Carlos Azevedo) que fez questão de ir à frente com o motorista e morreu? Deve ter conhecido e gostava de saber a história, era meu primo. Até breve, Helena Osório

  45. Artur Manuel Sequeira Moutinho Vilas Says:

    Estive em Mansoa, pertencia ao B.caç 3832, trabalhava como escriturário na ccs. Gostava de contactar com camaradas que lá estiveram comigo.

  46. Orlando Rosa Says:

    Numa das minhas passagens pela estrada de Mansoa para Mansabá encontrei um colega de escola também furriel miliciano
    de nome Luis Pedro Lopes Guerreiro, o qual o pai era proprietário
    de uma pastelaria na Av.Alexandre Herculano em Lisboa.
    Se alguém souber alguma informação agradeço a indicação.
    Orlando Rosa ( 919220822)

  47. Gostaria de conseguir contacto de um amigo, de nome ( Victor ou Américo) Radiotelegrafista que foi para a CCAÇ 15 em principio de Abril de 1970, chegamos a Bissau no Niassa no dia 31 de Março 1970,fomos para os Adidos e daí não tivemos mais contacto, a minha comissão foi passada na CCAÇ 16 Bachile que ficava entre Teixeira Pinto e Cacheu, agradeço se alguém souber alguma informação que envie para, jota.p.rego@gmail.com ( ou 967053607 Jacinto Rego)

  48. Rego tenta aqui:

    ccac4641@gmail.com

    Ou o Joaquim Mexias Alves.

    Os 2 estiveram na CCAÇ 15 ma mais tarde penso eu

    Abraços

  49. Ireneu de Sousa Machado Says:

    Olá gente. Gostei de ler estes comentários de quem teve o mesmo azar que eu. Estive na CCAÇNAT 15, como Fur. Mil. desde a sua formação em Bolama até ao regresso em Fev.72. Gostaria de saber pormenores sobre o que aconteceu aos soldados africanos. Pelo que li, muitos não se quiseram render e foram fuzilados dentro da caserna. Sempre tivemos óptimas relações com eles. Eu próprio pertenci, voluntariamente, à escola regimental e ensinei muitos a ler e escrever. Nas operações no mato, protegiam-nos e nunca nos (graduados) deixavam ir à frente.
    O nosso regresso foi muito atabalhoado e precipitado. Os soldados ficaram, praticamente, sós, à espera das rendições individuais.
    Lembro-me do Joaquim Ribeiro e do Costa embora as suas fisionomias já me tenham escapado.
    Devem ter trabalhado com o Fur Mil Zé Reis, algarvio de gema.
    O meu e.mail: ireneusmachado@gmail.com
    Acredito que a guerra ainda não tenha acabado para todos vós. Pois, ela só acaba quando morrer o ultimo combatente.
    Após 25 anos do regresso, conseguimos coragem para reunir o pessoal da 15.
    Por acaso, ontem, foi o encontro-convívio anual, em Viana do Castelo. Por acaso ou não, foi a minha primeira ausência, por motivos de saúde ligados ao stress de guerra.
    Um abraço para todos,

  50. Olá Machado! Apanhei o 25 de Abril na Guine como Alf Mil e na CCAÇ 15. O final fui pacifico, foram entregues os destacamentos, os militares ficaram, não muito contentes mas pacificamente renderam-se á evidência como nós!

  51. Ireneu de Sousa Machado Says:

    Obrigado João Magalhães. É boa a informação que me dá. Espero que, após a capitulação, os soldados não tenham sofrido desforra; que o PAIGC não tenha exercido vingança sobre eles.
    O que constou, na altura, e está escrito, é que as nossas chefias não se preocuparam muito em negociar a sua (dos soldados nativos) integração na nova dinâmica da Guiné. Pelo que, a sua integridade física não ficou salvaguarda.
    Um abraço solidário, a partir de Coimbra.

  52. Humberto Costa Says:

    Eu, Humberto Costa Op. Cripto estive em Mansoa na C. Caç 15 de 1972 /1974 Escrevi um livro com o titulo ” UM CRIPTO NA TERRA VERMELHA DA GUINÉ” Sou do Porto meu contacto humberto.costa1@gmail.com para todos os meus camaradas e amigos um Grande abraço e muita saúde.

  53. José Fortuna Says:

    Para o Leandro Fialho e outros:
    O maior massacre efectuado em Mansoa e arredores, foi no principio de 1973 na povoação de Jugudul onde mercenários cubanos juntamente com elementos do PAIGC mataram para além de mílicias, mulheres, crianças e idosos, depois de se fazerem passar por elementos das nossas tropas e de já lá estarem instalados durante o dia e noite sem oposição ou desconfiança da população, onde jantaram e pernoitaram. E isto porque a maioria das forças militarizadas estacionadas em Mansoa estavam no mato. Jugudul era nessa altura, uma “Tabanca” nova e totalmente remodelada e linda de ser vista. E nós vimos (CCAÇ 15 ) durante a noite, essa povoação em chamas ao longe, muito de longe, mas dava para imaginar que algo se passava de anormal lá para as bandas de Mansoa. O mal estava feito e nada podíamos fazer para minimizar os efeitos do massacre, mau grado o mal estar e a raiva dos homens da CCAÇ 15. Lembram-se da construção da estrada Jugudul – Bambadinca? Tantas histórias existem para contar acerca dessa malfadada construção…
    Abraços e até sempre

  54. José Fortunato, imagino os problemas porque devem ter passado na construção de uma estrada que atravessava a perigosíssima zona do Locher onde tantos militares perderam a vida, alguns deles sem que tenham sido recuperados os seus corpos, nomeadamente da Comp 1686 do Batalhão 1912. Essa zona do Locher era simplesmente assustadora em termos de emboscadas e minas. Participei em mais de 10 assaltos a casas de mato nessa zona e assisti também à morte e vários feridos na estrada de terra batida que ligava o Locher a Jugudul. Da minha companhia faleceu um furriel numa travessia dessa estrada a caminho do Portugol.

  55. José Carlos Gonçalves Ferreira Says:

    José Carlos Gonçalves Ferreira
    Ex. 1 cabo caixeiro – bat- caç- 3832
    Para Artur Manuel Sequeira Moutinho Vilas Diz: deixo o meu contacto

  56. Ireneu de Sousa Machado Says:

    A todos os companheiros que passaram pela CCAÇNAT 15 e por Mansoa, desejo umas ótimas férias que façam esquecer os maus momentos bélicos passados por terras que Álvaro Fernandes, em 1446, deveria ter deixado para trás e em paz.

  57. Carlos ALberto de Jesus Pinto Says:

    Em Mansoa passei o Natal de 1970. pois fiz parte do pelotão Daimler 2208.

  58. Procure furiel soldate amigo
    Cac 3305 bat 3832

  59. Rui Vieira Coelho Says:

    A guerra de maneira alguma estava ganha,mas na altura do 25 de abril de 1974,o PAIGC tinha infletido a sua tática e começou a atacar os destacamentos da fronteira com modelos de guerra convencional,pois devido à reconstrução de Tabancas destruídas pelo PAIGC, e enquadradas por pelotões de Milícia Africana, começou-lhes a faltar o apoio logístico da alimentação e da progressao militar sem serem reconhecidos.
    Como exemplo relato que se passou em Janeiro de 1974 em Copá ,Buruntuma,Pirada,e Canquelifá em que pela primeira vez se resistiu de uma maneira intensa para o outro lado da fronteira com obuses 14 , canhões sem recuo montados em jeep’s,morteiros 81 e morteiros 60 de Buruntuma, a uma resistência semlimite do Pelotao da guarnição de Copá,e tambemdo Batalhão de Pirada .
    A Companhia de Caçadores Africanos,C CAÇ 21 comandada pelo grande Tenente Jamanca, ( fuzilado no tempo do Presidente Luis Cabral )juntamente com oGrupo de Comandos Especiais liderado pelo hoje tenente coronel Marcelino da Mata (o Oficial Português mais condecorado da actualidade),foram apoiar as guarnições atacadas do Leste ,entraram no Senegal e Fizeram Um envolvimento pela rectaguarda das forças inimigas,tendo originado além de uma mortandade brutal ,a captura de material bêlico ,viaturas e até duas ambulâncias cedidas pela Suécia.
    Nessa altura vi todo este material em Bafatá onde me desloquei por razões profissionais.
    Como Alferes miliciano Médico do Batalhão de Caçadores 3872 e posteriormente do 4518 ,só em Galomaro tínhamos dez (10 ) Pelotões de Milícia , em Bagancia,no Dulombi,,em Kampata, em Dulo Gingele, em Patê Bane etc.etc. Assisti posteriormente no final da minha Comissao ao desarme de todas estas forças que vieram entregar as suas G 3’s,todos trazendo a Bandeira de Portugal e clamando que nõs éramos uns Traidores. É uma imagem que jamais poderei apagar. Soube posteriormente que muitos foram abatidos e outros fugirampara o Senegal ( vai no França os pertencentes á FLING ). Serve isto como depoimento e Memória Futura para a verdadeira História da Guiné.

  60. Rui Vieira Coelho Says:

    A Guiné era praticamente um terço do território metropolitano e que na época das chuvas reduzia um quinto alagando todas as suas Bolanhas. Perto delas existiam sempre Tabancas ( aldeias ) pois a população podia plantar o arroz alimento base e posteriormente Mancarra ( amendoim) para venda extração ao de óleo .
    A população era constituída por cerca de 24 ou mais Etnias distintas com costumes,culturas, religiões,hábitos e dialetos todos diferentes e os Portugueses eram como o denominador comum de todos eles . A populaçaoCabo-Verdiana era grande e ocupavam lugares cimeiros na Admnistraçao do Território daí o terem sido corridos pelo presidente Nino após a chacina de que foram alvo os Fuzileiros e os Comandos Africanos,assim como os elementos das Companhias Africanas que eram 21(vinte e uma) e centenas de graduados dos Pelotoes Nativos e também das Milícias Africanas,que serviram nas Forças Armadas Portuguesas e que não foram devidamente acauteladas pelos Políticos da apressada descolonização,que são os verdadeiros responsáveis do genocídio de cerca de 10.000 Camaradas de Armas na Guiné Bissau.
    Uma Verdadeira Vergonha
    Como Médico e sub- Delegado de Saúde da Zona de Galomaro -Cossé o apoio médico ás Populações era o mesmo que na Metrópole. Havia no Mato cerca de 90 colegas e em Bissau cerca de 40 Médicos especialistas que se desdobravam entre oHospital Militar e o Hospital Civil. A Mortalidade Infantil era praticamente igual á da metropolitana ,neste momento até aos 5 anos de idade a mortalidade é de cerca de 20 por cento ou seja em cada 100 crianças que nascem só 80(oitenta) chegarão aos cinco anos de idade
    Outra Verdadeira Vergonha que os Políticos da descolonização apressada não previram ,mas que são os verdadeiros culpados de todas estas mortes prematuras.
    Não fossem as 150 ONG a trabalhar no território o numero seria muito maior.

  61. Rui Vieira Coelho Says:

    Fui a Fulacunda uma vez buscar o meu colega,amigo e quasi irmão o Alferes miliciano Médico Carlos Camacho Lobo,médico dessa Unidade para ir de férias á Metrópole e levei para o substituir o Alferes Médico Sarmento .
    Era um Buraco e pêras, mas tinha um alferes Artilheiro de Categoria ,transferido posteriormente para Buruntuma e que foi o Herói que reagiu para o Senegalês que criou um incidente internacional Memorável .Devemos-lhe muito.

  62. Ernesto César Valente Fernandes Says:

    Alguém me sabe dizer o nome do Médico do Batalhão 1857? Do seu paradeiro e de como o contactar? Grato, Ernesto Fernandes, Furriel Miliciano da Companhia 1420, que muito vos encheu os ouvidos de música e canto com a sua viola.

  63. Rui Vieira Coelho Says:

    Alguém me pode dizer o que é feito do grande Alferes Artilheiro Magalhaes,que esteve em Fulacunda,seguidamente foi colocado em Buruntuma e depois após forte reacção para a Guiné Conakry,,foi para Bafatá á espera de ser ouvido após instauração de um processo por ter criado um incidente internacional.
    .?????

  64. tive uma breve passagem por Mansoa uma vez que fazia parte na condição de rendição individual da CCCA3303 sediada em PORTO GOLE entre 1971/1973 eu era o soldado condutor auto Jose Coutinho Ferreira e gostaria imenso obter contacto com meus antigos camaradas nessa eventualidade aqui deixo meu contacto Jcf4u@aol.com

  65. Ernestoi César Valente Fernandes Says:

    Então, não creio que tenha conhecido o meu amigo crocodilo, que vivia num poça, e que o idiota dum soldado, achou por bem matar com uma granada de mão. Fica a saber duma história que se calhar não conhecia.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: