K3

Aquartelamento na estrada Mansabá-Farim, “a 3km de Farim, para interromper um trilho de cambança da Zona donde se destacava a muito importante base de Morés, no centro do muito célebre, na altura, triângulo da morte (povoações do Olossato, Bissorã, Mansabá) ” (Francisco Passeiro), na margem do rio Cacheu.  Perto ficava a tabanca de Saliquinhedim.
[foto gentilmente enviada por, Carlos Silva, ex-Fur Mil Bat Caç 2879 / CCaç 2548]

Vista aérea mais aproximada onde se vê nitidamente a estrada para Farim a 3 Km.
[foto gentilmente enviada por, Carlos Silva, ex-Fur Mil Bat Caç 2879 / CCaç 2548]

Vista do interior.
[foto gentilmente enviada por, Carlos Silva, ex-Fur Mil Bat Caç 2879 / CCaç 2548]

Outra vista do interior, com ao Posto de Socorros à direita.
[foto gentilmente cedida por, Gil André, ex-Alf Mil. Bat Caç 2879 / C Caç 2548]

Aspecto do interior junto aos abrigos.
[foto gentilmente cedida por, Gil André, ex-Alf Mil. Bat Caç 2879 / C Caç 2548]

O depósito, onde se pode ler, ao comprimento, “Água Quente” e no topo, “Cerveja a Copo”. Era só escolher!
[foto gentilmente cedida por, Gil André, ex-Alf Mil. Bat Caç 2879 / C Caç 2548]

Vista do lado do Olossato.
(foto gentilmente cedida por, Joaquim Vaz, ex-Fur Mil CC2549 / BC2879)

Vista do interior com a messe ao fundo.
(foto gentilmente cedida por, Joaquim Vaz, ex-Fur Mil CC2549 / BC2879)

Outra vista geral.
(foto gentilmente cedida por, Joaquim Vaz, ex-Fur Mil CC2549 / BC2879)

Zona da cozinha por baixo de um imponente mangueiro.
(foto gentilmente cedida por, Joaquim Vaz, ex-Fur Mil CC2549 / BC2879)

E aqui o forno.
(foto gentilmente cedida por, Joaquim Vaz, ex-Fur Mil CC2549 / BC2879)

Alguns dos maravilhosos “aposentos” pois no tempo da construção dormia-se nas valas.
(foto gentilmente cedida por, Joaquim Vaz, ex-Fur Mil CC2549 / BC2879)

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23 Respostas to “K3”

  1. Ernesto Pacheco Duarte Says:

    Continuo a pensar que só nós, os que lá estivemos, que vivemos aquele outro mundo entendemos estas fotos estas palavras que ainda hoje e sempre mexem connosco e nos tira o sono.
    Eu sou da CC 1421, tal como o Passeiro, fundadores do K3.
    Saímos de Mansabá um dia á noite, um grupo de combate reforçado, para fazer um golpe de mâo a Saliquinhedim e fez-se, militarmente parece que até correu bem.
    O grosso da coluna saiu de madrugada, chegar e começar a cavar e começarmos a ser flagelados, mais ou menos numa semana mandaram para lá tudo o que tinham. Tínhamos o auxilio das LDM fundeadas junto a Farim. O troar das armas pesadas deles e nossas calaram as “costureiras” e até mesmo as G3, atingiram um aquecimento insuportável eu utilizei duas «mauseres» um tipo carregava e eu disparava, tendo como orientação o clarão das “costureiras”, viam-se bem dos abrigos.

    Um grande abraço a todos os camaradas de todas as 1421 e 2000 e 3000
    tantas foram.

    Ernesto Duarte
    Furriel Miliciano
    BC 1857 CC 1421
    Julho de 1965 a Maio de 1967

  2. Carlos Rios Says:

    Uma profunda triste saudade, me fizeram os nomes do meu amigo Passeiro e Duarte, também eu estive no K3, em tempos em que se dormia debaixo de cibes e terra, a única construção era a “messe”, pertenci se se lembram à 1420. Esse forno do pão foi feito ou reconstruído pelo amigo Banharia, isso de ter tectos e outros é um luxo. Um abraço amigo a todos e as desculpas por algum lapso de memória. Saudades do velhote coxo e surdo. Notável o empenhamento e dinâmica já na altura do meu querido amigo CABRAL; ele tem ainda fotografias muito mais notáveis.

  3. Carlos Rios Says:

    As minhas desculpas, agora me lembrei penso que estive foi no k10, a caminho de Mansabá indo de Mansoa, reitero e reforço os cumprimentos escrevendo os inconvenientes da saga do hospital militar principal; parece que há preocupação de limpar aquele nojo de “guerra”.

  4. manuel quelhas Says:

    Belas imagens do aquartelamento do K3, foi lá que antes de fazermos uma operação a Fátima, o capitão que então comandava a tropa ali estacionada, nos reuniu às 3h da madrugada e antes de partirmos para a operação disse: alguns de vós vão morrer. O meu grupo mais um grupo de africanos fomos pela picada, os outros 2 grupos da minha companhia foram pelo rio. Confesso que fiquei com medo, era muito jovem para morrer.
    Felizmente não morreu ninguém, apenas alguns feridos mas graças ao apoio aéreo.

    Quero realçar a coragem daqueles que estiveram no K3, aquilo era terrível não tinha condições nenhumas. Eu estava em Mansabá mas íamos lá muitas vezes.

    Um Abraço a todos.
    Quelhas

  5. Manuel Joaquim Says:

    Meu caro Carlos Rios:
    Que surpresa ler as tuas palavras por aqui! A última vez que nos vimos foi quando me entraste pela sala de aula, na Amadora, já lá vão muitos anos. Um grande abraço, meu “velhote coxo e surdo”. Desculpa-me se não te agradar o que vou dizer:
    Amigos frequentadores deste blogue, Carlos Rios foi condecorado com a Cruz de Guerra, muito muito merecida! “Coxo e surdo” não é uma expressão irónica, é o resultado dos ferimentos sofridos em combate por um militar exemplar no serviço, na camaradagem, de coragem e humanismo transbordantes! Este fur. mil. da CCaç.1420 representa para mim a coragem, as angústias, os sucessos, mesmo os desastres desta Companhia.
    Até sempre, Carlos Rios
    Manuel Joaquim, Fur. Milº CCaç.1419

  6. Veríssimo Ferreira Says:

    Que beleza ou melhor que belo aquartelamento. Eu fui furriel-mil. da CCaç. 1422, vivi no K3 sete meses, em 1966 a Companhia esteve até ao fim da comissão, (Abril de 1967) e de instalações nada. Vivíamos em abrigos subterrâneos.
    Um destes dias, quando souber mexer melhor nesta máquina que só agora descobri, mandarei algumas fotos para compararem, mas que é uma alegria recordar, graças a vocês.
    Obrigado amigos.

  7. antonio silva Says:

    Amigo Veríssimo não sei se está a ver quem sou? Sou o 1º cabo enfermeiro Silva.
    Espero ter mais noticias suas, um grande ABRAÇO.

  8. Ricardo de Almeida Says:

    Procuro um nome:
    Alberto Marques Apolinário o fadista de serviço do terceiro, da CC 2548.

    Sou o poeta da 2548 Ricardo de Almeida, que escrevia nos papeis que embrulhavam as rações de combate e quando não se esgotavam escrevia no ponche de protecção das chuvas.
    Também eu trilhei esses caminhos e hoje recordo com alguma nostalgia que penso ser extensiva a todos os camaradas.
    Um abraço sentido para todos.

  9. Verissimo Ferreira Says:

    Caro amigo Silva. Onde é que o amigo está. Onde vive? Tm?
    Como ando por aí quem sabe se não nos podemos encontrar. Neste momento estou em Montargil, mas amanhã devo ir a Lisboa a consultas.
    Um abraço e mande notícias.

  10. Carlos Rios Fur.Milº CCaç1420 Says:

    Obrigado Manuel Joaquim!
    As coisas mais lindas, marcantes, e emocionais não podem ser vistas ou tocadas, mas sim sentidas pelo coração. É inenarrável a emoção e alegria com que li o que fizeste o favor de dizer acerca de mim e que necessariamente se torna extensivo a ti próprio e aos nossos queridos e sofredores companheiros a quem endereço um profundo abraço de solidariedade. Pena é que não haja maior participação, onde se possa aquilatar das agruras desta geração. O anexo do hospital Militar (anexo) era um autêntico campo de sofrimentos e humilhações. No prosseguimento desta desumana situação fomos ainda deslocados para o DI (Depósito de Indisponíveis), onde estando em recuperação e tratamento os militares eram englobados nas escalas de serviço. Recordo um dia em que estando de comandante da guarda, já coxo e surdo como sabes, tive que vir a exterior comandando a secção fazer o içar de bandeira. Calcularás o caricato da cena.

  11. valedesoure Says:

    Quando fazia uma pesquisa no Google, para um texto que quero escrever no meu blogue sobre o Carlos Rios, vim ter aqui, e ao ler, quer os seus comentários, quer o do Manuel Joaquim, não pude deixar de me emocionar.

    Estive em Angola de 1965 a 1967, e convivi com o Carlos Rios no Anexo de Campolide de Março de 1967 a Fevereiro de 1966. Encontrei-o casualmente umas duas vezes na zona do Cais do Sodré onde eu e ele apanhávamos o comboio, mas depois perdi-lhe o rasto.

    Durante esse ano de convivência tive oportunidade de conviver com um homem que tendo todas as razões do Mundo para ser um revoltado, era um ser sensível, com um sentido de humor inesperado numa pessoa que tinha todas as razões para viver em depressão e, ainda por cima, tão modesto, que apesar da nossa convivência diária, só tive conhecimento da sua condecoração quando, por acaso, assistia à transmissão que a RTP fazia do Terreiro do Paço..

    No dia seguinte, explicou-me as razões da condecoração. Se possível, fiquei a admirá-lo ainda mais.

    Para ele fica o meu comovido abraço.

    Carlos Fonseca
    CArt 738

  12. Manuel Joaquim Says:

    Caro camarada Carlos Fonseca:

    Em resposta ao comentário que faz acima, já lhe “respondi” aqui ao lado na página “Mansabá”, E viva o Carlos Rios!

    Um abraço

  13. Fernando Pereira Says:

    Amigos e camaradas,
    Só cheguei ao K3 em finais de 1967. Pertenci à CC 1792.
    Depois de ver estas fotografias, não posso deixar de enaltecer o esforço daqueles que me precederam e que com o seu trabalho permitiram que quando ali cheguei ,já tivessemos instalações aceitaveis. Era um “Bunker”, mas era seguro. Também o melhorámos. A nossa vida na altura entre as picagens, patrulhas e operações como as idas ao Biribão e Cª, deixou-nos marcas e recordações. De bons camaradas e de uma terra que nunca mais se esquece.
    Comprendeendo por isso o fascinio com que se recorda o K3 e o seu contexto social, humano e militar.
    Um abraço a todos.
    Fernando Pereira (Ex- Furriel Miliciano)

  14. ricardo marques de almeida 1.ºcabo 08922568 Says:

    è terrivel as saudades dos camaradas que partiram e daqueles que desapareceram ainda vivos para contarem as suas histórias de tempos passados debaixo do chão. E Farim aqui tão perto.
    sou o cabo almeida ou o lisboa, da cç2548 do bcç.2879. Comandava aquele batalhão o malogrado coronel Manuel Agostinho que o seu desaparecimento prematuro, deixou tantas saudades a quem com ele privou e, teve a sorte de ter conhecido tão distinta pessoa.
    Um abraço a todos que por lá pasaram. beiajam .

  15. António Jose dos Santos Silva. Says:

    Cheguei ao k-3, quando me encontrava a fazer, juntamente com o meu grupo, segurança aos trabalhos de construção da estrada entre Mansabá e Farim. Penso que na época fomos reforçar, uma companhia de madeirenses. Obrigado por publicarem estas fotos, pois não tive possibilidade de obter nenhuma. Soldado TRMS INFANTARIA 02183270. – 4º.grupo de combate da CCAÇ 2790. Era conhecido como o Alfama.

  16. Fur. Teixeira Lopes Says:

    Teixeira Lopes – cheguei ao K 3 em junho de 72; mais tarde fomos transferidos para Bigene onde fiquei até março ou abril de 73, de onde fui tranferido para Bolama…ao ver estas fotos não posso passar sem agradecer do fundo do meu coração ao seu autor pelas recordações e sensações que me invadem, compreensíveis apenas por quem por lá passou….gostaria de poder contatar com mais camaradas na esperança de encontrar algum dos meus camaradas que comigo estiveram lá nessa época. Desde já um forte abraço a todod os ex-combatentes e em especial aos da c.caç. 3…do ex-fur.teixeira Lopes

  17. Fur. Teixeira Lopes Says:

    Fur. Teixeira Lopes:
    Gostaria de saber se era possível obter cópias das fotos acima expostas do K 3. Um abraço

  18. Orlando Rosa Says:

    Também a minha companhia ( 1567) passou pelo K3 em operações no Oio. Estávamos de intervenção ao CTI e estivemos lá cerca de Agosto de 1966. Quando acabou a intervenção fomos colocados em Fulancunda..Para todos um abraço
    Orlando Rosa (ex furriel Mil)

  19. Eu estive lá, justamente naquele aquartelamento e foi de lá que partimos para mais um fatidico dia e cairmos numa terrivel emboscada, estamos 28 de Fevereiro de 1969, desde então nunca mais soube de ninguem…

  20. Fernando Pereira Says:

    J carvalho:
    Coincidência ou não, em 28 de Fevereiro mas do ano de 1968 a CC 1792 (eu incluido), vivemos uma das situações mais marcantes de toda a comissão…
    Sediados no K3 e estando em quadricula e com muita areia para a nossa camioneta na Zona, fomos ainda obrigados pelo Comando de Farim a fazer uma coluna de reabastecimento a Junbembém.No regresso a Farim uma mina anticarro destruiu o Unimog e causou 1 morto e 17 feridos, (eu incluido). O comandante de Companhia o saudoso Capitão Henriques (miliciano) recentemente falecido em 2014, e que também seguia na viatura foi evacuado para não mais regressar.
    O quadro ali vivido é imaginavel por quem como vés conviveu no dia a dia com estas dolorosas situações.
    Para ti : J Carvalho- Não deves ser o Carvalho da CC1792, o qual também foi evacuado no evento acima descrito bastante ferido , nunca regressou e a quem perdemos o rasto.
    Um abraço a todos.
    Fernando Pereira (Furriel Miliciano)- CC 1792

  21. MANUEL SEIXAS Says:

    30/1/2016
    Depois de ler todos os comentários dos camaradas acima citados,cada vez fico mais comovido por falarem no meu K 3,
    sim foi o melhor resorte da Guiné onde estive com o nosso cama- rada Furriel Veríssimo,18 meses,naqueles subterrâneos,onde perdemos vários camaradas incluindo o nosso grande amigo CAP. Míliciano CORTE REAL,Paz às suas almas M. Seixas 1º cab,telegrafista

  22. Fernando Pereira Says:

    peço desculpa ao camarada Manuel Seixas, mas esta minha comunicação vai para o camarada antecedente, o J Carvalho. Pelos vistos Carvalho não viste ainda a minha mensagem, quase de certeza que fazias parte da CC 1792, Bat 1933, eu sou o ex-furriel miliciano Pereira e o meu contato é o TEL: 962313013, liga pois nós organizamos anualmente no ultimo sábado de Maio um almoço convívio para os ex-militares e família.
    Contacta

  23. José Rodrigues de Lima Says:

    São passados já quase 50 anos do nosso regresso, e hoje sem que nada o fizesse prever, eis-me a partilhar com antigos camaradas de armas, o quanto me enche de prazer, ler alguns comentários sobre aquilo por que passámos em terras da Guiné.
    K3 – ponto estratégico para proteger Farim. Para ali fomos no dia 8 de Dezembro de 1965, equipados com chapas de bidom e 4 motosserras!!! E assim se começou a construir um aquartelamento!!!
    Ali estivemos até Março, altura em que regressámos a Mansabá.
    Sou o Ex. Alf. Mil. Lima da 1421 e porque estou encarregue de organizar o encontro do cinquentenário do nosso regresso (CC 1421) gostaria de saber quem da 1420, posso contactar para, em lugar de reunirmos apenas a 1421 e a 1419, ser um encontro de todo o Batalhão.
    Se alguém está em condições de me responder, agradeço desde já me diga por mail, qual a melhor forma de contacto.
    Um abração a todos
    José Lima

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