Mansabá

Estrada recentemente asfaltada Mansabá – Farim.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)

Vista aérea de Mansabá
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)

A Porta de Armas
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)

Painel com os emblemas das Companhias que por lá passaram
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)

Outra vista aérea.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)

Sinalética no mato.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)

Vista já na aproximação da pista.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)

Quartel visto do exterior. Ao centro o depósito de água.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)

As casernas.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)

A enfermaria depois de um ataque.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)

Porta de Armas “defendida” por um imponente “poilão”.

Mais um a poisar para a posteridade na base da bandeira.
À esquerda: CC 1421 – BC 1857 – Oio – 1965 – 196?.
À direita: CART 642 – 1964 – 1966

A Parada, vendo-se a bandeira hasteada.
(foto gentilmente enviada por, César Dias, Ex Fur. Mil. – B.C. 2885 – Mansoa 69-71)

A piscina em construção. Será que foi acabada? Se foi…é melhor nem imaginar o que será agora.
(foto gentilmente enviada por, César Dias, Ex Fur. Mil. – B.C. 2885 – Mansoa 69-71)

O “pontão” propositadamente incompleto, onde a cada passagem de uma viatura era um suspense.

Outra vista da Parada do aquartelamento de Mansabá.
(foto gentilmente cedida por: Carlos Jorge Pereira, ex-Fur Mil de Inf Op Inf, Guiné 1972/74)

Vista aérea do lado da pista de aviação.
(foto gentilmente cedida por: Jorge Picado, Cap Mil, CCAÇ 2589 e CART 2732, Guiné 1970/72)

Um Alouette na Placa.
(foto gentilmente cedida por: Jorge Félix, ex-Alf Mil Pil Av Al III, BA12, 1968/70)

84 Respostas para “Mansabá”

  1. Jorge Picado Diz:

    Quem diria que, além das diversas vezes que lá levei colunas, também fui Cmdt, ainda que por apenas 52 dias, da CART 2732, se nem a “pré piscina” que o César Dias apresenta eu vi ou registei na memória?
    Pois se até o camarada Carlos Vinhal duvidava que o tinha comandado numa falhada ida a Fátima (da Guiné, bem entendido)?
    A verdade é que aqui, nem me recordo como era o quarto…
    Jorge Picado

  2. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Gostava de conhecer o militar que parece que olha para o emblema da
    minha companhia 1421 em Mansabá.
    Se calhar até conheço, já fez 42 anos que regressei, será um 1421 ?
    O autor do emblema, também um furriel miliciano, está um idoso em
    muito boa forma.
    Obrigada a todos.
    Um grande Abraço aos camaradas da 1421 e a todos os camaradas
    que por lá passaram, e um grito raiva por aqueles que não voltaram.
    Ernesto Duarte

  3. Joaquim Mesquita Alves Diz:

    Pertenci à CCS/BCAÇ 2851.
    Ex. Furriel Milº
    A piscina penso que a mesma, foi construída pela n/CCS e acabada.
    Tomei lá banho em 69.
    Cumprimentos

  4. César Dias Diz:

    O Joaquim Mesquita Alves tem razão quanto à piscina da foto, eu consegui essa foto já nos finais de 1970, e é um facto que a piscina estava concluída, e eu acrescento que praticamente abandonada, pois estava seca há bastante tempo. Mas percebo este comentário porque a legenda do Henrique refere “em construção”, não rectifiquei na altura porque não achei relevante, mas é altura de dar o seu a seu dono.
    Bem hajam.

    César

  5. Carlos Brito Diz:

    Piscina em Mansabá?! Grande luxo!
    Fui Fur. Mil. do Bart 645 e lembro-me que foi necessário a Eng. ir lá “abrir uns furos” para a 642 e 644 terem água de razoável qualidade.
    Piscina só em Nhacra! Já agora, para quem não saiba, em Nhacra vivia a viúva do General Honório Barreto, que visitei, e que se auto intitulava “mãe dos soldados”. Esta senhora, recebia qualquer militar, com carinho e simpatia.

  6. manuel quelhas Diz:

    Estive em Mansabá 27 meses e nunca vi ninguém a tomar banho na piscina nem nunca a vi com água, estava toda esburacada, tomávamos banho com uma lata no tanque que estava ao lado da “piscina” que mais parecia um tanque grande todo cheio de buracos.

    Tenho algumas saudades de Mansabá mas foi uma terra muito má para nós, deixamos lá 6 camaradas que tombaram em combate. Também fui a Fátima fazer uma operação, saímos de Cutia pela picada às 3horas da madrugada.
    Um abraço para todos que lá estiveram, eu estive de 72 a 74.
    Quelhas

  7. manuel quelhas Diz:

    Quero rectificar que quando fomos a Fátima, da Guiné, não saímos de Cutia, mas sim do K3.

    Um Abraço,
    Quelhas

  8. Luís Frade Diz:

    Piscina em Mansabá??? Que luxo.
    Estive lá em 1966/68 Furriel miliciano de Transmissões da CCAV 1617.

    Abraço

    Luis Frade

  9. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Olá camaradas
    Eu sou o Ernesto Duarte da CC 1421, Julho de 1965 a Maio de 1967, sempre em Mansabá.
    Eu fui render o Carlos Brito, um abraço especial para ti.
    Confirmo os furos, para se poder ter uma água tão boa em Mansabá.
    Quanto ao Luís Frade não me lembro dele em Mansabá. O tempo que estive fora foi + ou – 45 dias, edificação do acampamento K3, Farim.
    Para nós 1421, Carlos Brito ainda mais velhos, e tudo por fazer, temos dificuldade em admitir a existência de uma piscina e de estrada asfaltada. Também tenho saudades de Mansabá, assim como ódio daquele difícil Triângulo.
    Vi o nome do meu amigo Carlos Rios, sejas bem aparecido, um grande abraço.
    Um 2010 com um grande abraço para todos que por lá passaram.

  10. Caros camaradas que passaram por Mansabá
    Têm a certeza de que aquela porta de armas é mesmo de Mansabá. Estive naquele quartel entre Abril de 1970 e Fevereiro de 1972 e não tenho ideia daquela imagem.

    Vou enviar uma foto que tenho tirada em frente da porta de armas do meu tempo para se poder comparar.

    Um abraço especial para os camaradas, que como eu, andaram por terras do Óio, Morés, K3, Fátima, Bironque, Cutia, Mamboncó e outras tabancas míticas do nosso tempo.

    Vinhal

  11. manuel quelhas Diz:

    Meu caro Carlos Vinhal,
    Já tinha reparado nesta foto, não me parece nada a porta de armas de Mansabá, na foto parece uma estrada de alcatrão que passa na posição horizontal. A estrada de alcatrão vinha do lado das tabancas em posição vertical directamente à porta de armas e depois virava à esquerda para Farim, só se a foto for tirada de dentro do quartel, ou for muito antiga.
    Parece-me boa de mais ou a minha memória já está moribunda, estive lá 26 meses e ao que ouvi falar parece-me que o quartel foi sofrendo alterações ao longo dos tempos.
    Não será Mansoa?

    Um abraço a todo o pessoal que esteve em Mansabá, incluindo os residentes.

    M.Quelhas

  12. João Lourdes Gomes Matos Diz:

    Deseja contactar com os camaradas do Pelotão de Morteiros 1085 que esteve em Mansoa e Mansabá 1966/68, nessa altura esteve também o B.C. 1857.
    Tel. 234911428

  13. carlos lemos Diz:

    olá, o meu nome é Carlos Lemos,
    pois gostaria de saber mais sobre o meu falecido pai que lutou na Guiné, 1970/1972, Cart 2732 Seu nome (ANTÓNIO VICENTE LEMOS).
    OBRIGADO

  14. Caro Carlos
    O seu pai foi na verdade nosso camarada na CART 2732. Contudo, porque 40 anos é muito tempo, não me lembro, infelizmente, por não fazer parte do meu Pelotão.
    Gostaria de saber quando faleceu o seu pai e se se encontrava na Madeira ou emigrado.
    Mande-me uma foto dele da altura em que esteve connosco na Guiné.
    Se me der resposta, posso fazer um apelo no Blogue da nossa Companhia para encontrar algum camarada de Pelotão.
    O meu endereço ao seu dispor é carlos.vinhal@gmail.com

    Receba um abraço e as minhas condolências pela morte de seu pai.
    Carlos Vinhal

  15. Luís Frade Diz:

    Ernesto! Não te lembras de mim porque nós estávamos em Cutia dando protecção à Engenharia até à data em que tu saís-te de Mansabá. Nós CCAV 1617 fomos substituir a tua Companhia

    Luís Frade

  16. Jorge Lobo Diz:

    Guiné, o Ex-Vietname africano

    Depois de fazer a recruta em Vila real, a especialidade de artilharia em Penafiel e o IAO no Guincho(Cascais), embarcamos a 7 de Fevereiro de 1967 para a Guiné onde desembarcamos a 11 desse mesmo mês.

    Ao desembarcar em Bissau logo o pessoal da minha companhia sentiu o cheiro típico a terra queimada, aquela terra vermelha típica de terras Africanas.

    Logo após o desembarque recebemos a notícia de que íamos ficar destacados em Mansoa e de seguida alguém nos confidenciou que Mansoa era nem mais nem menos que um local de extremo movimento bélico……..

    Subimos para as viaturas e logo à chegada a essa vila de Mansoa, sentimos-nos tristes e desmoralizados ao ver a alegria do pessoal a quem íamos render e que era a Companhia nº 816 (Lobos do OIO). Os seus elementos encontravam -se sorridentes aos pulos em cima das suas viaturas, tirando as fotos de despedida afim de momentos depois seguirem para Bissau para embarcarem para a metrópole no próprio navio de onde tínhamos desembarcado pouco tempo antes.

    Ficamos adidos ao Batalhão 1857 que actuava nas temíveis zonas de Sarauol, Locher, Changalana, Cobonje e por vezes também em Morés.

    Não foi preciso muito tempo para que o meu pelotão fosse baptizado de fogo.
    Uma semana após, quando fomos em viaturas buscar uma companhia que vinha da mata do Locher, fomos emboscados a cerca de 6 Kms do Jugudul na estrada esta que liga as localidades de Mansoa e Portogol.

    Aqui, tivemos a oportunidade de conhecer finalmente o sabor amargo da guerra, ao ver um ferido pertencente á companhia que tínhamos ido buscar.
    Ao ouvir os primeiros tiros, pensamos que ainda estávamos nos treinos do IOA no Guincho, só passados momentos verificamos que ali, as balas não eram de madeira mas sim de chumbo envolvido em latão….

    Um mês passado, nova emboscada na zona do Alto Namedão, onde um elemento da nossa milícia que ia à frente da coluna, foi atingido por uma roquetada que lhe arrancou o cinto e cartucheiras indo rebentar atrás dele sem lhe causar qualquer ferimento.

    Mais umas 3 semanas e eis que rebenta uma mina na segunda viatura quando íamos a caminho de Portogol. Vários feridos e um nosso furriel morto, que ia ao lado do motorista.

    Um mês depois estávamos no quartel, ouvimos um grande estrondo na estrada Mansoa-Portugol. Vamos de imediato ver o que se passava e deparamos um Unimog destruído com vários pedaços de pernas espalhadas no terreno num raio de 100 metros e ainda com bota calçada. Tinha sido devido a mais uma mina anticarro que tinha rebentado numa viatura da companhia do batalhão onde estávamos agregados. Vários mortos e feridos.

    Uma semana depois, um patrulhamento ao Sarauol. no lado de lá da bolanha, entre Cutiá e Sarauol, o soldado Aradas repara num fio de aço ao lado da picada, fio este que estava ligado a uma granada defensiva. (armadilhada), a qual foi desmontada pelo nosso furriel, Farromba.
    Recordo que para essa operação tinha sido chamado à ultima hora um soldado que não era previsto sair nesse dia. Curiosamente, esse mesmo soldado, que tanto se lamentou por ter sido nomeado para essa operação e que, a caminho do objectivo ia a rezar de terço na mão para que nada de mau lhe acontecesse… foi esse mesmo João o único morto em combate quando a companhia se encontrava estacionada em circulo dentro da mata do Sarauol. Foi atingido por um estilhaço de morteiro 82 que passou por baixo do tronco de uma árvore caída no solo atingindo-lhe a cabeça quando este estava a meu lado deitado atrás do tronco da árvore.

    15 dias depois, fomos até perto do Locher em viatura afim de trazer uma companhia que vinha de uma operação. No momento em que chegávamos ao local onde nos devíamos encontrar com eles, estava ainda essa companhia a fazer fogo sobre o acampamento IN . Minutos depois, essa companhia era emboscada já muito perto do local onde nos encontrávamos à sua espera, altura em que foram por nós ajudados já que estávamos precisamente nas costas do IN, tendo permitido a mim próprio alvejar com sucesso um militar do PAIGC que se encontrava a disparar contra a companhia que vinha do objectivo. Ele estava empoleirado no cimo de uma árvore com uma arma (costureirinha) que não chegámos a capturar porque entretanto a companhia 1686 já estava junta de nós para seguirmos na direcção de Mansoa.

    Uma paragem no caminho para descansar e eis que ; o Aradas, (rambo à portuguesa), olha em frente na picada e vê um grupo IN a cerca de 200 metros saindo da estrada e infiltrando-se na mata. Todos levantamos para continuar a marcha na direcção de Mansoa.
    Sozinho à frente da coluna e a cerca de uns 100 metros de distância do segundo militar da coluna, ele aproximou-se sozinho do local onde os guerrilheiros se tinham emboscado ao lado da estrada.
    Dispara sobre eles provocando de imediato um arraial de fogo dos dois lados das tropas conseguindo o Aradas, minimizar os danos já que desta forma não fomos apanhados de surpresa pelo IN. Mesmo assim tivemos um morto pertencente a uma companhia do Batalhão 1912.

    Após uns seis meses de comissão, calhou-me ir para o destacamento do Jugudul, o qual não possuía abrigos porque se supunha que o inimigo nunca o atacaria por ser uma ex-escola. Mais tarde depois da nossa substituição no Jugudul, este destacamento haveria de ser atacado fazendo vários feridos a quem lá estava destacado e com um morto do lado N do qual falarei mais adiante.

    Do Jugudul fomos destacados para a ponte de Braia por 2 meses e daí voltamos para Mansoa para continuar a parte operacional.
    Estávamos praticamente a meio da comissão.

    De novo em Mansoa, quando certa madrugada o Jugudul era atacado.
    Na manhã seguinte o meu pelotão foi lá fazer o reconhecimento e encontramos o municiador de metralhadora IN deitado no chão morto de costas e enrolado num pente de balas de alto calibre, atrás de um monte de baga-baga.

    Pouco tempo depois, a companhia 1686 pertencente ao batalhão (1912) que entretanto tinha substituído o Batalhão 1650, fez um golpe de mão na mata de Tenha-Locher e no regresso sofreu uma forte emboscada mesmo na bolanha junto do acampamento do que resultaram vários mortos e feridos, tendo lá ficado abandonado morto um soldado milícia que era o melhor guerreiro que tinha esse batalhão.

    Uma semana passada somos acordados por volta da meia noite tendo o nosso capitão dito na formatura que se seguiu, que teriamos de ir destruir por completo o acampamento turra onde uns dias antes tinha havido todos aqueles mortos e feridos, no Locher.

    Foi um problema a nossa saída do quartel. Pertencia ao meu pelotão ir à frente da coluna e, o nosso alferes comandante de pelotão e mais um cabo da minha secção, entraram em pânico e isso provocou que o CMDT de companhia pedisse voluntários para ir à frente sempre que houvesse operações de assalto a casas de mato.
    Acabei por me incluir nesse (voluntariado….).

    Chegamos ao Locher, entramos na mata por volta das 4H30 da madrugada. Seguimos por fora da picada cortando ramos de árvore para conseguirmos passar de forma a evitarmos a sentinela IN,
    Finalmente entramos no acampamento. Estava abandonado de forma que, restou-nos destruir (queimar)as casas de mato. Regressamos ao quartel sem qualquer contacto com o IN.

    Uma semana depois, mais um patrulhamento na zona de Ga Fará já perto de Morés, na operação (estrela do norte). Eu ia em 2º lugar à frente da coluna juntamente com a milicia.Encontramos uma casa de mato com vários guerrilheiros a fugir, disparei atingindo um deles tendo-lhe capturado a sua arma, (Kalasnikov).

    Pouco tempo depois fomos passar cerca de um mês ao Olossato, arredores de Morés.
    Num patrulhamento com emboscada, ferimos um elemento IN capturando-lhe a respectiva arma, sendo esse elemento transferido para Bissau onde foi curado ao joelho ficando por lá como guia das nossas companhias de comando.

    Regressados do Olassato a Mansoa, fizemos um golpe de mão perto de Uaque local onde se acoitava um grupo IN que na altura montava minas anticarro na estrada Mansoa-Bissau.
    O acampamento estava desabitado, pois antes de lá chegarmos o IN já tinha de lá fugido excepto o seu enfermeiro que não tinha tido tempo de fugir com os companheiros e se encontrava a dormir tendo-lhe sido capturada por mim e um soldado milícia a arma e a bolsa de enfermagem.

    mais uma ida à zona do Sará fazer uma emboscada para tentar apanhar na fuga o inimigo que tinha sido surpreendido num golpe de mão por parte da do Batalhão de Mansabá.

    Finalmente o meu pelotão foi destacado para Cutia.
    Numa ida em viaturas a Mansoa, fomos emboscados em Sansanto tendo o Aradas e eu, feito o reconhecimento à mata, após a emboscada. Estivemos perto de capturar um elemento IN ferido o qual só não foi capturado por minha culpa ao pedir ajuda ao Aradas para me ajudar a localiza-lo já que eu tinha ouvido os seus gemidos ali por perto. Pela vida fora, arrependi-me de ter chamado o Aradas pois penso que sozinho eu teria capturado não só o guerrilheiro mas também a sua arma.
    Este, acabou por deixar de gemer e não o conseguimos encontramos encontrar no capim porque tínhamos pressa de continuar a viagem nas viaturas para ir a Mansoa.

    Na semana seguinte tudo nos correu pior, pois quando íamos de novo a Mansoa abastecer, seguíamos em 2 viaturas uma delas rebocando a outra por avaria.
    Íamos a cerca de 20 Km/hora e éramos alvos fáceis.
    No preciso local de uma semana antes, fomos de novo emboscados e na viatura onde eu seguia, houve vários feridos e um morto pertencente ao plotão de morteiros que com nós se encontrava estacionado em Cutia.

    Por fim, fomos passar os últimos 3 meses a Bissau de onde embarcámos finalmente para Portugal ao fim de 22 meses de Guerra acesa e encarniçada na Guiné.

    Aos (heróis portugueses de hoje), àqueles militares mimados que hoje em dia vão passear para o Kosovo ou Paquistão acompanhados de jornalistas e mimados que nem bebés, ganhando chorudos ordenados, a esses nem lhes passa pela cabeça o que os seu progenitores passaram na guerra da Guiné Bissau onde a morte os espreitava em cada esquina ou atrás de cada árvore daquelas temíveis matas mesmo ali ao lado dos quartéis nacionais.

  17. joão Faustino Diz:

    Pertenci à Companhia de Caçadores Paraquedistas 122 que fez a segurança na construção da estrada Mansabá-Farim, durante três meses. Lembro-me de ter passado lá o Natal de 70 ou 71, antes do jantar de Natal estive fazendo uma emboscada numa pedreira a sul de Mansabá entrando a cantar pela Porta de Armas.

  18. Caro Faustino
    Terá passado o Natal de 1970 connosco, porque o COP 6 a que estavam adstritas todas as forças estacionadas em Mansabá, tinha sido reactivado em Novembro daquele ano. Chegou a comandar este COP o TCor Pára Horácio Cerveira Alves de Oliveira.
    Se bem se lembrar, ainda tínhamos connosco a 27.ª Companhia de Comandos.
    Um grande abraço
    Carlos Vinhal
    Ex-Fur Mil da CART 2732
    Mansabá 1970/72

  19. joão Carlos Nobre Faustino Diz:

    Caro Carlos Vinhal, afirmativo o Comdt. era o referido Ten. Coronel Horácio hoje General aposentado. Estou com algumas fotografias na minha frente e revejo alguns camaradas dantão, como por exemplo o Alferes de Artilharia (do Obus 14) Figueiredo já falecido. Dos outros o nome já não me recordo.
    Um abraço.

  20. Carlos Rios Fur.Milº CCaç1420 Diz:

    Curiosa miscelânea de emoções e sentimentos se extrapolam do que os camaradas aqui escrevem. Não quero deixar passar a oportunidade sem comentar a nossa passagem por aqui, de uma das vezes que para aqui viemos foi para participarmos numa operação de grande envergadura em que saíram companhias de diversos acantonamentos, Olossato, Bissorâ, Mansabá etc.. para o Morés e onde uma das companhias apanhou imenso armamento, já não me lembro, creio que foi a do Olossato. A ansiedade era imensa, ainda recordo que estando alguns de nós no Bar, eu me entregava ao consumo desmesurado de aguardente antes de irmos para o Morés, o amigo José Manuel Bastos dizer “é pá logo tu (acho que aquela malta tinha a mania que eu era o Rambo) estás a agir assim? Curiosidade de Mansabá: não precisámos de mosquiteiro para dormir, praticamente não havia mosquitos. Um espanto.

  21. Mário Ferreira da Silva Diz:

    O José Fernando Lopes Azevedo, C.C.1420 Pediu o contacto telefónico, ele não tem internet, o contacto dele é 936952231
    Rua Dr. Tomás de Aquino – Cabeço
    3800-523 Cacia

  22. Ernesto Silva Diz:

    BCAV.1897 – CCS
    Guiné 1966-1968
    Bissau-Mansoa-Bolama-Mansaba. Algumas boas recordações.

  23. Ernesto Silva Diz:

    Para o Luis Frade da 1617, se é quem eu penso, há muitas marias na terra. Isto quando falas de um Ernesto em Cutia.

  24. leopoldo correia Diz:

    Desejo fazer uma observação acerca da referência a Nhacra e a uma Senhora que lá vivia na altura e que se intitulava viúva do Gen. Honório Barreto.
    Pois muito bem: o referido Senhor, à sua morte tinha o posto de Ten. Coronel de Artilharia e era o Provedor do Cacheu em 1834, tendo falecido a 26/Abril/1859 .
    A Senhora de Nhacra , (Nha Carlota) para os amigos, nasceu em 1889 e faleceu em Lisboa em 1970 e seu esposo, de nome João José Pires, também natural de Cabo Verde, como era a Nha Carlota, da Ilha de S.Vicente, faleceu em 10/Fev/1993 e está sepultado no cemitério de Mansoa . Estas notas biográficas foram colhidas de um livro da autoria do nosso camarada António Estácio, publicado em 2010, com o título “Nha Carlota” figura esquecida da História Guineense.
    Devo acrescentar que tive o prazer e a honra de privar durante uns meses com a referida Senhora e saborear os deliciosos pitéus que ela preparava, bem como ouvir narrativas da vida dela, sempre com um toque de malícia à mistura.
    O comentário está com data de 16/12/ 2009, mas julgo que ainda será oportuno fazer a merecida correcção, já que ninguém pode ser viúva de outra pessoa 30 anos antes de ter nascido .
    Assino este comentário e agradeço a atenção.
    Leopoldo Correia ex-fur.mil. CART564, 1963/65 – Nhacra – Mansoa.

  25. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Caro Leopoldo Correia, eu não me lembro se chegámos a conhecer-nos, mas também não é importante, vestimos todos a mesma farda, que sempre honramos. Eu sou o Ernesto Duarte do BC 1857 – CC 1421, conheço Nhacra mas não tive o prazer de contactar com ninguém de lá, a minha estadia foi em 65 / 67 mas sempre em Mansabá, penso que lá nunca sob da dita Senhora, muito menos da sua história. Mas gostei de ler e gostei de saber de mais um velhote, que continuam cheios de pena por terem sido obrigados a viver uma vida que não era a deles.
    Um Abraço
    Ernesto Duarte
    Furriel Miliciano
    Bc 1857 Cc 1421
    Mansabá – Oio – Mores

  26. leopoldo correia Diz:

    Caro Ernesto, não imaginas a alegria que senti ao ler as tuas palavras e saber que iria finalmente poder contactar com um camarada meu sucessor cronológico e que me poderia dar algumas notícias sobre Cutia.
    Estive só de passagem duas vezes em Mansabá no decorrer de operações nas matas de Morés no Óio, em que a ideia e o objectivo era reforçar os Aguias Negras, a partir de Julho de 1964. Onde eu me sentia bem era em Cutia, não havia continências nem toques de clarim, nem rigor no fardamento …bajudas “manga delas”, os fulas eram uns gajos porreiros, deixei lá amizades com alguns deles, trabalho esse havia sempre deste que um tipo quisesse mas era fixe, juro mesmo…..
    Vou-te pedir um favor: se estiveres disposto a manter contactos comigo, manda-me um email para …. correia.leopoldo@gmail.com ou telefone 22 9717593. Moro em Águas Santas – Maia e tenho família em Ílhavo – Esgueira – Estarreja.
    Quem sabe se ainda nos poderemos conhecer pessoalmente como aconteceu com o nosso camarada Carlos Vinhal que também foi morador de Mansabá entre 70/72.
    Fico esperando noticias …. Até breve um abraço e mantanhas ……

  27. Ernesto Silva Diz:

    Boa noite, companheiros

    Junto envio duas fotos de Mansabá:
    Uma, com efeitos do ataque “turra” sofrido na noite de 21/22 de Julho de 1967, dia da Cavalaria;
    Outra de: Fonseca Furriel Mil. Enf. da 1617 BCAV 1897, morto em Bissau, no 600, num acidente com uma granada, quando já aguardava o regresso à Metrópole; Luis Frade Furriel Mil. da Comp 1617/BCAV 1897 e eu próprio Fur Mil. da CCS/BCAV 1897.

  28. Olá Carlos Rios.
    Sou o Rodrigues, furriel de transmissões da 1419. Depois de tantos anos passados, certamente já não te lembras de mim, mas vou contar-te um episódio para te despertar a memória.
    Faltavam creio que quinze dias para iniciar-mos o nosso cruzeiro, viemos passar o fim de semana a Lisboa. No comboio fizemos o que era muito raro acontecer na “tropa” jogamos à lerpa. Estavas a ganhar 20 escudos o que na altura era uma fortuna e mais a mais para quem andava sempre “teso”. Aqui está a parte mais interessante, abriste a janela do comboio e exclamas-te alto e bom som. Estou a ganhar 20 escudos já não preciso disto para nada. Chegas-te a Lisboa “teso” e chovia torrencialmente.

    Lembraste do BALAS ? Nunca mais o vi. Se souberes alguma coisa dele ou algum contacto diz-me ok?.
    Um abraço de partir costelas.
    JOTAERR

  29. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Eu sou o:
    Ernesto Pacheco Duarte
    Furriel Miliciano
    BC 1 857 CC 1 421
    Mansabá
    Oio – Móres
    erachecar@hotmail.com
    Eu penso que o Exmº. Senhor Rodrigues, não escreveu propriamente para mim, mas eu apanho a boleia e digo que fiquei muito contente, satisfeito mesmo, por ter encontrado V. Exª., ou V. Exª. ter vindo ter comigo.
    Não digas esses palavrões já há uns dias que não és militar, mas só os Srs podem ter percorrido tais caminhos.
    É possível que te não lembres de mim, tu e o Alexandre são os tipos da 1419 que melhor me lembro, á o Manuel Joaquim.
    O Rios também me lembro, desse balas, não.
    Um grande abraço e se quiseres escrever eu ando por aqui.
    Só mais isto o CARLOS VINHAL é mesmo grande.
    Cumprimentos calorosos a toda a malta
    Ernesto Duarte

  30. Olá Ernesto;
    Fiquei muito satisfeito por saber noticias de mais um camarada da GUINÉ. Provavelmente conhecemo-nos à 35 kilos atrás(pela minha parte), mas o que interessa é saber que ainda somos muitos e o tal espírito de amizade e camaradagem ainda não desapareceram. Vou em breve colocar aqui a minha foto e depois provavelmente dirás “tenho uma vaga ideia de nunca ter visto este tipo”.

    Vamos escrevendo ok!

    Um abraço amigo
    Zé Rodrigues

  31. Mario Fernandes Diz:

    Sou Mário de Jesus Fernandes, estive em Mansabá em 72/74 cozinheiro da companhia de artilharia 35/67 e passei bons e maus momentos naquele lugar. Mantenho contacto com alguns camaradas mas gostava de saber de outros. Gostei de ver as fotos e lembrar velhos tempos.

  32. António José Pereira da Costa Diz:

    Camarada
    Um Abraço a abrir.
    Também eu tenho contacto com alguma gente do nosso tempo.
    Fizemos uma reunião na quinta do Alf. Serras, em Portalegre e conseguimos localizar bastante gente.
    Poderei dar notícias, quando as tiver.
    Um Ab.

  33. Manuel Quelhas Diz:

    Olá Mário,
    Sou o Quelhas, estava no abrigo da pista, não sei se te lembras de mim. Recentemente, como já foi dito, reunimo-nos em casa do Serras, ex alferes), já não nos encontrávamos há mais de 30 anos. Deixa o teu contacto para o próximo encontro.
    Aqui vai o meu:
    935811879
    Quelhas

  34. Mario Fernandes Diz:

    Camarada Quelhas:
    Já estives-te na minha casa em Trás-os-Montes com o Borges há uns anos. Mantenho contacto com o Borges. Podem contactar-me pelo e-mail carla.ipf@hotmail.com, que é da minha filha, eu não percebo nada de internet.
    Um abraço também para o camarada Pereira.

  35. Ernesto Silva Diz:

    Rapaziada, vamos às Caldas.

    No dia 26 de Maio de 2012, toda a “malta” do B.Cav. 1897, tem que comparecer no almoço convivio. Para isso contactem o Joaquim Peixeira Telf. 219832478 e 962930530 e Ex Alferes Miliciano José Oliveira com o telf. 913813200.
    Vamos invadir a Terra onde eu assentei praça (03/05/1965).

  36. José António Viegas Diz:

    Vi por acaso estes comentários e recordei a minha passagem por Mansabá, 45 dias entre Agosto e Outubro de 66, fui do Pel. Caç. Nat. 54 e estive ligado á CC1421 de quem recordo o Furº Passeiro de transmissões e um outro de Braga acho que era o Fernando e o sargento Monteiro que caiu naquela emboscada de abelhas que tivemos no Alto de Momomcó, a todos esse camaradas um grande abraço.
    Viegas– Fur. Mil.

  37. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Se és um sacana de Faro, conhecemo-nos em Faro era-mos vizinhos,
    O Passeiro anda um pouco empenado o Fernandes está o mesmo, mal encarado o tempo não passou por ele, O Monteirinho nunca mais soube nada dele.
    E tu, nós encontrámo-nos algumas vezes em Lisboa quando te andavas a tratar, eu soube do acidente cá.
    Lá falamos pouco porque eu tinha vindo de Férias.
    Eu sou: Ernesto Pacheco Duarte
    Furriel Miliciano
    BC. 1857 CC 1421
    Mansabá – Oio – Morés
    Email: ernesto.p.duarte@sapo.pt
    ou o erachecar
    Um abraço e bom 2012

  38. jota err Diz:

    Olá camaradas!!!
    Sou o Rodrigues, furriel de transmissões da 1419. Também estive em Mansabá e fomos muitíssimo bem recebidos por duas ou três vezes em Morés. Lembro-me muito bem do Passeiro meu companheiro de trasmissões desde Mafra onde tirámos a especialidade. Nunca mais soube nada dele e se alguém tiver um contacto faça-me o favor de aqui o deixar. Saudações cordiais para todos os que vivemos aqueles momentos bons e maus.

  39. valedesoure Diz:

    Quando fazia uma pesquisa no Google, para um texto que quero escrever no meu blogue sobre o Carlos Rios, vim ter aqui, e ao ler, quer os seus comentários, quer o do Manuel Joaquim, não pude deixar de me emocionar.

    Estive em Angola de 1965 a 1967, e convivi com o Carlos Rios no Anexo de Campolide de Março de 1967 a Fevereiro de 1966. Encontrei-o casualmente uma duas vezes na zona do Cais do Sodré onde eu e ele apanhávamos o comboio, mas depois perdi-lhe o rasto.

    Durante esse ano de convivência tive oportunidade de conviver com um homem que tendo todas as razões do Mundo para ser um revoltado, era um ser sensível, com um sentido de humor inesperado numa pessoa que tinha todas as razões para viver em depressão e, ainda por cima, tão modesto, que apesar da nossa convivência diária, só tive conhecimento da sua condecoração quando, por acaso, assistia à transmissão que a RTP fazia do Terreiro do Paço..

    No dia seguinte, explicou-me as razões da condecoração. Se possível, fiquei a admirá-lo ainda mais.

    Para ele fica o meu comovido abraço.

    Carlos Fonseca
    CArt 738

  40. Furriel BRANCO - Artilharia (obuses) Diz:

    Não sei quem poderá ler este registo, mas aqui fico à espera de que alguém se recorde de mim e diga algo. Sou o Furriel BRANCO de artilharia que estive em MANSABá de 1970 a 1972. Fiquei a substituir o alferes Figueiredo (vi que já faleceu). Estive em todo o tempo em que se fez a estrada de Mansabá para Farim. Dormia no abrigo do “moinho” onde tinha os obuses. Estava a CART 2732 – A 27 DE COMANDOS – A CAVALARIA – OS PÁRAQUEDISTAS e A TROPA DE ATIRADORES. Fui ferido naquela mina anti-carro quando vínhamos da farra do K3 (inaugurar). Eu tocava viola e4 havia farra quase todos os dias lá no abrigo, no intervalo da porrada. Por favor quam se lembrar de mim diga algo. Moro e sou de Castelo Branco. Telm: 917218204 – 966433955 – 272344195
    - eugeniobcbranco@

  41. Caro Branco, tens aqui um camarada que se lembra muito bem de ti. Tu e eu éramos os campeões a receber cartas. Tenho inclusive uma foto onde estão, o Silva (CART 2732), o Espanhol Pel Caç Nat 56, tu e eu (CART 2732).
    Contacta-me em vinhal48@gmail.com
    Recebe um abraço do camarada
    Carlos Vinhal

  42. Manuel Joaquim Diz:

    De vez em quando venho “limpar a vista” com este belo acervo fotográfico do Henrique Cabral. “Fogo Cruzado” e “Rumo a Fulacunda” estão na minha “estante”. Às vezes, como tem acontecido ultimamente, não chego aos coments. Não é o caso de hoje.

    Isto vai ao molho (“mólho”, não “môlho”!):

    Meu caro Zé Rodrigues, para a semana falamos. Espero encontrar-te em Monte Real!

    Meu caro Ernesto Duarte, esgotaste a colaboração no blogue “Luís Graça & Camaradas da Guiné”? Já não publicas há tanto tempo! Vá lá, estou à espera de mais!

    Caro camarada Carlos Fonseca, vamos lá falar do grande Carlos Rios, “velho coxo e surdo” como ele se identifica. Coxo e surdo está mesmo, mas velho não está só se for na idade. Estive com ele há pouco tempo, é uma força da natureza. Não sei se conhece o blogue que acima referi, “Luís Graça & …”. Neste blogue há participações do C. Rios, com referências à sua passagem pelo HMP e outras. Ainda recentemente lá publicou “Porto de Abrigo”, um pequeno livro de memórias de guerra que,tenho a certeza, gostará de ler pois está lá “escarrapachada” a fascinante personagem/personalidade que foi, que é, o cidadão Carlos Luís Martins Rios.

    A todos, Henrique Cabral incluído, um grande abraço

  43. valedesoure Diz:

    Caro Manuel Joaquim,

    Agradeço as dicas que me deu.

    Além de já ter lido, embora parcialmente, o que o Carlos Rios escreveu no blogue do Luís Graça, também já li o “Porto de Abrigo”, que me deixou um travo bem amargo, porque a vida não tem sido particularmente generosa com o Carlos, bem pelo contrário.

    O Carlos Rios que conheci em 1967/1968 era um jovem bem humorado e que, apesar dos seus graves problemas físicos (comuns a quase todos os camaradas em “tratamento” no Anexo de Campolide) era o nossso animador, quando às vezes a depresão espreitava.

    Longe de saber dos infortúnios que lhe tinham sido reservados ao longo da vida, muitas vezes o recordava e às suas saídas brincalhonas.

    Com tanta atribulação, é quase certo que não se recordará de mim, mas nunca o esqueci, e custou-me ler a sua auto-definição: “velho coxo e surdo”. Felizmente, a sua informação de que ele continua a ser uma “força da natureza”, dá-me uma perspectiva diferente, que muito me alegra.

    Deixo aqui uma das brincadeiras dele.

    A partir de certa altura só podíamos sair do Anexo depois do almoço, às 14 horas. Habitualmente, ou íamos a uma matinée, ou jogar bilhar no Martinho. Para nos deslocarmos (se não íamos antes tomar café ao “Relicário”) apanhávamos o autocarro na Rua Rodrigo da Fonseca, na paragem que antecedia a do Liceu Maria Amália, onde entravam sempre muitas raparigas.

    Como o Rios não podia dobrar a perna, ficava sempre do lado da coxia, com a perna estendida debaixo do banco da frente.

    Então, de uma dessas vezes, tocou no ombro da moça que se tinha sentado à sua frente e, quando ela espantada olhou para trás, o Carlos disse-lhe, brincalhão.

    “Olhe menina, se sair do autocarro primeiro do que eu, não se engane e não saia com essa perna, que é minha e faz-me muita falta”

    Foi uma risota geral no autocarro, porque ele tinha mais graça a falar, do que eu a contar.

    Caro Manuel Joaquim, deixo-lhe um abraço, que é também extensivo ao Carlos Rios.

  44. valedesoure Diz:

    Esqueci-me de assinar o comentário anterior (a velhice não perdoa).

    Carlos Fonseca

    CArt 738 (comissão em Angola, onde não sofremos nem metade do que vocês sofreram)

  45. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Um grande abraço a toda agente.É uma maneira simples e algo comodista, mas não, gostava mesmo de poder um grande abraço a todos aqueles nomes que todos os dias bailam no meu pensamento, não consegui esquecer, antes pelo contrário há coisas que se reavivam a cada dia, mesmo eu andando com alguma tendência para o isolamento, estou a gostar da solidão e os meus pensares,
    Mas para ti Carlos Vinhal, Luis Graça, homens grandes entre os grandes, a quem eu estarei sempre grato, um grande abraço de cumprimentos e de uma óptima ´saúde.
    Para ti Manel Jaquim, lembro-me muito de ti, do Rodrigues do Alexandre do teu 1º Sargento, que já sem um pé, mas sempre bem disposto nos encontramos muitas vezes em Lisboa, depois, depois. Tu concertesa que não te lembras ! Eu sem perceber nada e continuo sem perceber, mas sempre gostei de música clássica, grandes vozes, e nos dias que estivemos em Bissau à espera de embarque, eu comprei uma Bobine de gravador, gravada com uma musica de um compositor russo, que eu não me lembro do nome, só sei que era qualquer coisa sobre a derrota de Napoleão. Enquanto aquela malta jantava e gritava, nós tivemos os dois a falar de musica tu, eu ´s conhecia algumas grandes vozes. Eu era um pecado louco e quando saí de Bissau fiz uma promessa a mim próprio que devia voltar a Morés a pé pelos mesmos caminhos, o tempo passoou e tudo cá e lá tem sido desilusão após desilusão. E os tipos como nós que fomos mandados para lá entregues a nós próprios, hoje continuamos na mesma abandonados, E há muitos camaradas nossos, a grande partida já começõu, que partem mal como começaram.
    Eu quando vim fui trabalhar para a Petrogal chefe de cobranças, grandes clientes e clientes especiais. Tinha as forças armadas todas, encerrei as contas do Ultramar, policias, tudo o que era estado. E então todos os dias eu falava com um fulano que tinha passado por lá, enganava-me, calava-me a mim, mas um dia isso foi acabando e comecei mesmo a ficar só, e a ver que havia um nº. de coisas que não tinha esquecido, antes pelo contrário pareciam mais vivas e uma certa revolta foi-se instalando em mim. Hoje graças a Deus tenho uma familía maravilhosa, moro em Lisboa, mas tenho no Algarve a casa que era do meu pai e aí ando eu para cá para lá.
    Tenho fé mas não tenho Igreja, odeio politica e futebol, continuo ouvindo grandes voses, porque os amigos tém partido muitos, tantos militares, como do trabalho, como aqui da terra. Eu atraso-me muito na correspondência via email, porque aqui em baixo a banda larga é uma merda.
    E mesmo sendo de aqui um dos primeiros militares a caír, na India os que eu conhecia cairam na Guiné e há aí mais uns quantos a lidação não erfa muita, mas há aquela tendencia para guardar, para calar.
    Isto possivel tem muitos erros mas eu estou a escrever num portátil, letra pequena e teclado diferente.
    Eu ainda cheguei a escrever-me com o Rios.
    Um grande abraço para todos os bons rapasea da 1419.
    Um Grande abraço Para ti e até um dia destes
    Ernesto Duarte
    Mansabá
    Morés – Oio

  46. Manuel Joaquim Diz:

    Meu caro Ernesto:
    Vir hoje aqui ao “Rumo a Fulacunda” foi mais que vir “limpar os olhos” com o seu acervo fotográfico. As tuas palavras avivaram-me memórias e essa memória de estarmos a ouvir música clássica em Bissau veio-me mesmo de um lugar perdido da mente. Podes avivar a tua pois a obra musical a que te referes é a “Abertura 1812″ de Tchaikovsky. Foi composta para glorificar a vitória da Rússia, em 1812, sobre o grande exército de Napoleão que a tinha invadido, Esta obra é muito conhecida mundialmente, principalmente pelo seu clima final com uma grande e forte onda musical composta de toques de sinos, naipes de metais e imitações de tiros de canhão. Quando é interpretada ao ar livre são muitas vezes usados verdadeiros canhões a fazer tiro de salva. É fácil encontrar na Net as mais variadas interpretações.
    Quanto aos meus camaradas de Mansabá da CCaç.1421, lembro~me de alguns mas já não arranjo nomes para as suas caras, excepto tu e o Germano Passeiro. Penso publicar no blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné mais alguma coisa sobre Mansabá com algumas fotos onde figuram diversos elementos da tua CC1421 e da minhaCC1419.
    Um grande abraço e votos de que sejas muito feliz na companhia dos teus entes queridos.

    Manuel Joaquim
    Fur. milº >Ccaç.1419

  47. José António Viegas Diz:

    Essa abertura é fantastica podia ser acompanhada em Mansabá com o obus 8.8,

  48. Pedro Vale Diz:

    Jovens, estamos todos com Mansabá no coração.
    Efeitos da idade?
    Pois, … fui ferido no corredor da morte entre Mansabá e Cutia, a 23 de Maio de 1973. Fui graduado da CART 3567 (72 – 74). Por força das circunstâncias sou DFA (Deficiente das Força Armadas) e não tenho vontade nenhuma de recordar, pelo menos com o detalhe que alguns de vocês falam. Abraços

  49. Manuel quelhas Diz:

    Caro amigo Vale,

    Mansabá fez parte da minha vida e nunca vou esquecer. Também nunca esquecerei aquela tarde terrível de 21 de Maio de 1973 (e não 23 de Maio de 1973 como referes), apenas este detalhe. E já agora, que descansem em paz aqueles que tombaram naquela tarde, mesmo junto de ti
    Abraço
    Quelhas, ex 1º cabo

  50. J.Rodrigues Diz:

    Camarada;
    Sou Rodrigues ,furriel de transmissões da cc 1419.Tambem estive em Mansabá,mas nessa altura (1967),a situação já não era muito famosa,pois era raro a noite em que não houvesse troca de tiros.
    É de lamentar a morte de tantos camaradas e agora ao fim de tantos anos interrogamo-nos !!! PORQUÊ ???
    Aqui deixo a minha homenagem a todos os camaradas que derramaram o seu sangue em nome do que se dizia na altura “Pátria”

    Um abraço
    J.Rodrigues

  51. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Exmº. Senhor José Rodrigues, eu sei que V. Exª. está muito maior, ou pelo menos muito mais largo. Tenho que dizer sempre qualquer coisa a um camarada, camarada. Eu penso que já tive o teu email, mas sou desorganisado e comodista, eu gosto mais dos emails. No dia 8 do 8 o Passeiro faz 70 anos, mas o tipo não anda bem.
    ernesto.p.duarte@sapo.pt
    Duarte
    1421 Mansabá

  52. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Manuel Quelhas, eu sou o Ernesto Duarte, cc 1421,1965,1967 quase sempre em Mansabá, se quiseres falar mais daquela amada e odiada Mansabá encontras o meu email nesta própria pagina : Não de adiantarei muito, mas nós quer queira quer não se queira ficamos ligados áquela terra, mesmo em épocas diferentes e aqui já se encontra um grupinho, que sabe do limpar, ou emtupir Nanbocó pelos F não sei quantos.
    Um abraco
    Ernesto Duarte
    ernesto.p.duarte@sapo.pt

  53. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Pedro Vale os meus respeitosos cumprimentos ! Claro Pedro para lá de não sermos todos iguais, termos sensibilidades diferentes e possivelmente opiniões diferentes sobre a guerra, neste caso mais própriamente Mansabá, há outra realidade ainda mais dura e que te faz ver as coisas sobre outro prisma, nós tivemos mais sorte, fisicamente estamos inteiros, os que aqui têm falado de Mansabá.
    O corredor Mansabá Cutia, principalmente na zona da Nambobocó em 64 a estrada foi aberta com o apoio da aviação em 65 eu saí de lá com o apoio da artilharia de Mansabá. Eles não acreditavam que nós fossemos capazes de fazer aquilo. E crê há muito sangue a unir a malta que naqueles anos passou por ali. Mas também há uma Tabanca com gente maravilhosa.
    Pedro se quiseres falar encontras nesta pópria página o meu email.
    Um grande abraço
    Ernesto Duarte
    BC 1857 CC 1421
    1965 a 1967
    Nunca esquecerei, nunca conseguirei esquecer, devo isso aos que vi tombar a meu lado, nunca esquecerei porque nunca compreendi, nunca esquecerei, porque vi o sofrimento de cá , mas também vi muito e muito do lado de lá.

  54. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Um grande Boa Noite Manel
    Havia um grupo que se começou a dar mais, logo antes da partida.
    Eu era o unico Sulista metido naquela gente toda. Dava-me assim mais contigo, com o Passeiro que está muito doente, com o Vieira que já partiu, com o Rodrigos, com o Alexandre, com o Rios tenho o emaile dele com O frança, Com o Miranda.
    Eu a partir de Santa Margarida, entrei em linha de colisão com a tropa, detestava tudo. E como desde miudo sempre adorei ouvir música e tal qual como hoje nada percebia, nada percebo, mas continuo a ouvir música e a ler. Eu c heguei a assinar o journal o século, só que aquilo ía de barco, recebia ás carradas, não dava nada. Havia um Pereira que tinha uma serração em Mansabá e que tinha uma grande adega e uma grande biblioteca, emprestou-me muitos livros.
    Mas a música era o meu grande passa tempo, tive vários rádios durante a comissão.Às vezes arriscáva-mos e iamos ás compras a Bissau, Um grupo de combate e o pior era policia militar. Em 1966 no dia do Portugal Coreia. Por causa da criação das Caveiras o quarto Alferes passou a ser muito utilizado, mas o rapaz era um Santo eu era o mais velho. Lá ía o Pelotão render Manhau. Leváva-mos um carro com um depósito de água que andava muito devagar. Eles estavam cheios de pressa para irem ouvir o relato no rádio do destacamento, mas eu troquei a ordem das viaturas e o carro da água foi á frente. Fomos embuscados com uma violência enorme. Eu tinha um rádio novo, comprado poucos dias antes . Andei sempre com ele, nunca o larguei, eu sempre fui um pouco louco.
    Nos dias que estivemos em Bissau eu comprei um rádio mais pequeno e já havia cassetes. Penso que esse rádio foi deixado num hotel na corunha ou em Braga.
    Claro que as cassetes que comprei foram de grandes vozes e música clássica.
    E o meu amigo já entendido no assunto , estivemos a falar e a ouvir
    alguns pedaços.
    Nunca mais recoperei a tranquilidade do sono e pela minha vida fora vim ouvindo musica toneladas de música, sempre sem saber nada de musica. Ainda tenho um bom gira discos e muito9s discos de vinil, mas o mais já deitei tudo fora e agora até os CD de opera só oiço práticamente no carro, porque vou á procura aqui no caixote de as músicas do meu tempo. Concertesa que já vistes há um viegas que esteve lá em Mansabá, penso que vocês já lá estavam que quer ir tocar lá a musica do Tchaikovsky, acompanhado com os 8,8.
    Um grande abraço
    Tenho a certesa que estás naquele grupo que nunca conseguimos esquecer, pelo que fizemos pelo que vimos a nosso lado, pela quela maravilhosa gente. Eu andava muito bem na Tabanca.
    Adeus Manuel Joaquim.

    Isto tem erros, eu só escrevo de noite e agora estou fora tenho um monitor pequeno, com um teclado diferente e eu vejo muito mal, já tenho um olho de vidro.

  55. José Rodrigues Diz:

    Boa noite camaradas Manuel Joaquim,Ernesto Duarte.Germano Passeiro,Teixeira,e António Patrocinio,e França.Este é um cumprimento muito especial e tambem um agradecimento pelo belo convivio que passàmos no dia 16 de Outubro.Tive pena que o Rios não estivesse presente,mas esta mensagem é tambem um desafio;
    “PARA QUANDO OUTRO ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO”.
    A vida é tão curta e estes momentos agradáveis servem para reavivar memórias e acima de tudo para não esquecermos aquilo que cultivàmos na Guiné.A AMIZADE.
    Um grande abraço para todos extesivo às esposas que me foram apresentadas na altura.
    José Rodrigues

  56. Manuel Quelhas Diz:

    Para todos os camaradas que estiveram em Mansabá /Cutia

    Nomes dos camaradas mortos em combate na estrada de Cutia / Mansabá, durante o ano de 1973
    Um Abraço a todos os Mansabasenses

  57. Manuel Quelhas Diz:

    MILITARES MORTOS EM COMBATE CUTIA / MANSABÁ ( + – 9 km) -Zona do Morés
    Maio a Dezembro de 1973
    21 de Maio 1973 – Ataque à Coluna de Mansabá (Zona de Mamboncó (carreiro da morte)
    Furr. Op. Esp. – Vitor Manuel Sá Lopes ( Cart 3567 )
    Sold. Atir. – Jaime Livramento Alexandre ( Cart 3567 )
    Sold. Atir. – José Jesus Pessoa ( Cart 3567 )
    Sold. Transm. – Francisco António Cordeiro ( Cart 3567 )
    04 de Julho 197 – Ataque à coluna de Cutia ( vinha fazer segurança à coluna de Mansabá) Zona – alto de Mambomcó
    Furriel atir. – António José Valente Piçarra ( Dest. de Cutia )
    Sold. cond. – Vivtor Manuel Pereira de Sousa ( Dest. de Cutia )
    Sold. Mil. – Demba Jau ( Dest. de Cutia )
    Sold. Mil. – Buli Camará ?? ( Dest. de Cutia )
    15/ de Julho1973 – Ataque à Coluna de Farim/ Mansoa ( vinham Panhares ) À saída de Cutia para Mansoa
    Furril atir. – Fernando José Gaspar Ribeiro
    10 de Dezembro 1973 – Ataque à coluna de comandos Africanos que vinha para Mansabá (Zona de Mamboncó, carreiro da morte)
    Furriel Com. – Bacar Sissé ( 1ª Comp. Com. Africanos )
    Sold. Com. – Sori Baldé ( 1ª Comp. Com. Africanos )
    Sold. Com. – Sabana Fonhã ( 1ª Comp. Com. Africanos )
    Sold. condt. – Carlos Manuel Matos Faustino ( comp transp)
    Sold. condt. – José Manuel Neves Tojo ( comp transp)
    Furriel Atir. – Fernando Jesus Costa ( Cart 3567 )
    1º Cabo Atir. – António Gonçalves do Amaral ( Cart 3567 )
    Sold. Mil. – Malam Seide ( Cart 3567 )
    Sold. Mil. – Quebar Bacar ( Cart. 3567 )
    Emboscada – Patrulha de Mansabá Zona do Bironque Sold. Mil. – Ferame Henhame – 24/01/74 ( Cart 3567 ) Sold. Mil. – Mamadu Seide – 28/03/74 ( Cart 3567 )

  58. Jose António Viegas Diz:

    Alto de Mamboncó , ainda hoje recordo as emboscadas que ia-mos lá montar, só tivemos uma vez contacto com IN mas a nossa foi de abelhas que fez bastante estrago em setembro de 1966. Pelotão de Caçadores Nativos nº 54
    Um grande abraço a todos os camaradas

  59. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Boa Noite Manuel Quelhas
    Monboncó !
    Palavra maldita, palavra cheia de significado !
    Eu estive toda a comissão 1965 / 1967 em Mansabá
    Conheço, conhecia Manboncó e arredores que iam até Morés e mais umas quantas casas de mato guarda avançada de Morés fisica ou geográficamente, pode-se dizer bem.
    Penso que Manboncó começou a ficar para a história por 1963, tendo emboscado lá uma companhia, que só conseguiu sair com o apoio de uns F qualquer coisa que estavam em Cabo Verde. Durante muito tempo viam-se as marcas, mesmo nas nossas tropas se fizeram sentir os efeitos dos rebentamentos a nivel de ouvidos. A guerra foi continuando e raro era a semana que não havia lá tiros, O muito movimento de colunas, muita ida á laranja e melancia e lenha e caça. A coisa melhorou muito quando a artilharia de Mansabá foi bem regulada para os pontos mais criticos. A minha companhia rebentou lá três a quatro minas e fomos tirados de lá umas quantas vezes com o apoio da Artilharia. Mas eram tempos diferentes e digo, já disse no blogue noutro sitio, que a nossa ultima operação foi ir ás vacas entre Mansodé e Bijine. Trouxe-se muitas, mas no meio daquela fogachada toda, nem um arranhão tivemos. E no nosso tempo, mesmo as idas a Morés com o apoio da artilharia, militarmente correram bem e quanto a baixas também.
    As coisas mudaram sempre para pior. Eu fui sabendo muita coisa e tudo o que sobe não me ajudou a esquecer ou a admitir alguma vez que tenha valido a pena tanto esforço, tanto sacrificio.
    Um abraço
    Ernesto Duarte
    Furriel Miliciano
    BC 1857 CC 1421
    Mansabá – Oio

  60. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Boa noite
    Só mais duas linhas:
    Cutia foi feita em fins de 1964, principios de 1965, nos primeiros ataques em peso, deixaram no terreno 2 cubanos e uma « bazuca » coisa até então nunca vista nem sonhada para aqueles lados.
    A seguir a Mansabá Manhau foi feito ai um aquartelamento, já em 1965, a minha participou na consolidação dessa posição. Nos primeiros ataques deixaram um morteiro 82 rachado, como se tivesse rebentado uma granada no cano, outra novidade. Com Banjara em pleno desmantelou-se Manhau, Emboscadas de Manhau até Mantida, foram tantas e algumas tão violentas,

  61. Carlos Alberto Morais dos Santos Diz:

    Boa noite. Sou Carlos Alberto Morais dos Santos,fui 1º cabo mecânico na companhia de cavalaria 1749 e estivemos em Mansabá de Abril de 1968 até Maio de 1969. Tambem sofri ataques ao quartel emboscadas na estrada Mansabá Cutia,tivemos mortos nesses ataques e nas emboscadas, passei bons e maus momentos, mas uma coisa ficou em mim para sempre e parece-me que na maioria dos ouros tambêm!(Saudade) se podessemos todos nós lá voltavamos. um abraço amigo a todos.

  62. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    C arlos alberto
    Eu fiz lá uma comissão antes de ti.
    Se quizeres rereber uma foto ou duas de outra Mansabá e se ainda não as encontraste no Blogue, manda-me o teu email.
    Ernesto Pacheco Duarte
    BC 1857 CC 1421
    1965 a 1967

  63. José Rodrigues Diz:

    Bom dia Ernesto.
    Sou o Rodrigues da 1419 e aultima vez que nos encontràmos foi no celebre almoço na Costa da Caparica.Já sei que és viajante frequente por estes blogues,o que é muito agradável,pois sempre vamos recordando os bons e maus momentos que por lá vivemos.
    Recordas-te do Patrocinio?,a esposa dele está internada no hospital da Luz e em estado muito complicado.
    Dia 11 temos o nosso almoço em Oliveira de Azemeis,mas eu não posso ir pois tenho problemas de tenção e não vou arriscar conduzir tanto tempo.
    Um abraço e um até breve.
    J.R

  64. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Boa Noite Zé
    Coração ao alto camarada ! Eu em tempos já tive um mail teu ! Mas eu tenho um antivirus que fez uma limpeza em meu nome e lixou-me os contactos todos, sempre te mandava de quando em quando umas anedotas!
    Isto é uma merda ! Eu tenho tido a tensão desequilibrada toda a vida e mais umas quantas coisas. Tenho dias que encaro tudo com normalidade, outros que precisava mais que a G3.
    O nosso almoço foi no dia 4 e digo-te uma coisa, começa a ser um pouco deprimente ! Todos os anos aparece mais um gigante, tornado em farrapo e mesmo aqueles que pensavamos que não tinham fim, têm.
    O Patrocinio é mais um, através da mulher daquela grande lista de amigos e gente que eu conheci e que hoje estou quase sózinho !
    Dizer é fácil, vamos só viver as coisas boas da vida mas o fazer é que é dificil. Ter 70 anos está a apresentar coisas que eu há 10 anos nem queria saber se existiam ou não ! Não é bem assim porque nós criamos uma amizade. ás vezes até para nós dificilde explicar e muito sedo começamos a levar pontapés. Ao fim e ao cabo a nossa vida foi sempre marcada, por isso reagimos sempre com aquela raiva que nos ensinaram.
    Eu ando por aqui tenho alguns, com quem troco emails e também escrevi, ando aí pelo blogue.
    Um abraço e para o ano vamos ao almoço !
    Eu o ano passado não consegui ir, este ano fui
    Um grande abraço Zé Rodrigues.

  65. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Um abraço a todos os camaradas

    Zé Rodrigues 1419 o que é feito de ti ? Como vai essa saúde ?

  66. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Boa Noite Manel Joaquim
    É pá se já não tens mais espaço, para receberes os emails que te tenho enviado diz ! Mas se tens diz também que eu envio logo mais uma série deles.
    Um abraço

  67. José Rodrigues Diz:

    Bom dia Ernesto;
    A vida é cheia de surpresas umas boas (que são poucas),mas as más são em demasia.Decidi não ir ao almoço,por vários motivos;o primeiro ´foi ser bastante longe e eu não estar nas melhores condições físicas,porque ao fim de 10 ou 15 Km,começa a dar-me o sono e não consigo conduzir mais.Ainda andei em pesquisas para saber se havia transporte de autocarro mas não há directo.Depois foi também a situação do nosso amigo Patrocinio,que me me desmotivou bastante.Não somos nada nesta vida de um momento para o outro tudo se desmorona.Tens toda a razão,eu também pensava que iria ter sempre a mesma genica e a mesma força,mas a partir dos 65 essa ilusão foi-se e agora é tentar viver cada dia como se não houvesse mais,mas que se torna bastanre difícil.Eu penso que os almoços da 1419 estão em vias de extinção por todos estes motivos.Não há alegria e nem disposição.se quiseres mandar de vez em quando uns mails aqui fica o meu .
    jotaerr@sapo.pt

    Um grande abraço.
    Zé rodrigues

  68. Gilberto Silva Diz:

    CART 3567 Mansaba-Guine 72/74
    Boa noite,
    gostaria desde já mostrar todo o meu respeito e admiração por todos os ex-combatentes que lutaram no ultamar pelos ideais de um país, que hoje não demonstra nenhum reconhecimento, nem nenhum respeito, pelo sacrificio por vezes com a própria vida.

    Já ouvi inumeras historias contadas pelo meu pai e sempre tive vontade de saber mais.
    Já ouvi algumas historias varias vezes e nunca me canso de as ouvir de novo.

    Muito por causa dessas experiencias resolvi ir voluntario para o exercito, mas claro que a minha tropa nada teve a ver com a de outos tempos pois eu só fui em 2005.

    Com tudo isto gostaria de saber se alguém se recorda do meu pai ou de alguma historia que lhe faça mensão.

    1 cabo Enfermeiro Joaquim Fernando Neves da Silva mais conhecido por Neves natural de Gondomar CART 3567 72/74

    Com os melhores Cumprimentos

  69. Caro amigo Gilberto, sou editor de um blogue dedicado aos ex-combatentes da Guiné. Eu próprio também estive em Mansabá entre Abril de 1970 e Fevereiro de 1972.
    O que aqui me traz é perguntar se o seu pai tem contactos com camaradas da sua Companhia e se participa nos encontros da mesma. Se precisar de alguma ajuda nesse sentido deixe aqui o seu contacto ou escreva-me para carlos.vinhal@gmail.com.
    Abraço
    Carlos Vinhal

  70. luis bateira Diz:

    Gilberto Silva,em Fanzeres na Tabanca dos Melros,este sábado há encontro de ex.combatentes de todos os lados e todas as guerras.custa 17 e meio por cabeça,aparece e leva o teu pai .sou o Bateira,teu pai conhece-me,vai o Quelhas e outros.teu pai que te conte a aventura do Rocha Enfº bateira3567

  71. luis bateira Diz:

    Gilberto Silva boa noite para ti e teus familiares,especialmente teu pai. Cá estou de novo para mais uma achega à tua curiosidade acerca da 3567 “OS INSACIAVEIS”- podes entrar em tabanca dos melros e ou cart3567 guiné 72/74,tem lá muito material.Um abraço e bom fim de semana.bateira3567

  72. luis bateira Diz:

    Pessoal ex.combatente residentes em MANSABÁ,é com muita nostalgia que devoro os vossos comentários.Todos tivemos maus e bons momentos e acredito que quem teve a felecidade de vir o mais inteiro possível,até os maus momentos são lembrados como menos maus.Tambem gostei de confirmar (eu sempre soube) o poderio de fogo real que Mansabá sempre teve ao longo dos tempos.poderio este que foi sendo reduzido até à sa´da dos “BAROES” C CAÇ.2753.Pois nesta data Mansabá e arredores ficou à guarda da 3567 ( SÓ ).E amigos tivemos de dar corda às sapatilhas e fazer o melhor possível pelos nossos cabedais.Presto aqui publicamente a minhahumilde mas sincera homenagem aos nossos mortos,e dizer aos vivos que me sinto honrado em os ter conhecido e comandado (valentes homens e valentes soldados, no geral toda a 3567) Hei-de voltar ,amanha lá estarei na tabanca e levo o meu bagaço.um abraço a todos,estencivo aos que ainda não conheço, bateira3567

  73. Carlos Matos de Oliveira Diz:

    A todos os meus cumprimentos…Sou Carlos Oliveira, à época Alferes Mil. de CAv da 1617 /BCAV 1897. Foi com alegria que reli os comentários , mas também com tristeza pois o amigo que colaborou neste site , camarada Frade (ex-Furr Transmissões) faleceu.recentemente,.bem como o Major de então Carlos Porto e o Comdt Companhia 1617 Cpt. Augusto Torres Mendes. Foi em MAnsabá que estivemos a maior parte do tempo de comissão, mas também Cutia , para protecção `estrada que foi alcatroada…O tempo não para e as histórias ficam na memória daqueles que por lá passaram. Um abraço a todos e festas Felizes e Bom Ano 2014
    Carlos Oliveira

  74. José Rodrigues Diz:

    Caro camarada.sou Rodrigues Furriel de transmissães da CC1419 e também estive em Mansabá.O tempo passa,as saudades ficam e com elas a lembramça de todos os camaradas.É com mágua que
    vemos partir alguns mas fica na memória os tempos de amizade e convívio,passados naquelas paragens longínquas.
    Desejo-te igualmente um Bom Natal e um Feliz Ano Novo.

  75. Eu tambem estive em Mansabá no Ano de 68 . Fazia parte do Bat . Caça. 2851 . Passei , bons e maus momentos .Recordo com saudades ,os meus camaradas .A estrada dee Cútia não me deixa nenhumas saudades ..Desejo aos meus camaradas , um feliz Natal , e um Feliz Ano Novo .

  76. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Mansabá e sempre Mansabá, para mim e parece que por todos os que por lá passaram. Eu da CC 1421 1965 a 1967, sempre em Mansabá, a todos saúdo e presto homenagem aos que já partiram.
    Bom Natal para todos
    Ernesto Pacheco Duarte
    Furiel Miliciano
    BC 1857 CC 1421

  77. Ernesto Pacheco Duarte Diz:

    Com os meus cumprimentos cordiais, aquela estrada deichou recordações a toda a gente que por ela passou, só com uma diferença, umas foram piores do que as outras. Já em 1963/1964, só passaram Nambonco, com o auxilio da Aviação de Cabo verde ! Claro que se dizia, eu foi com menos foi só preciso o auxilio da artilharia de Cutia e Mansabá.
    Ernesto Pacheco Duarte
    Furriel Miliciano
    BC 1857 CC 1421

  78. José Rodrigues Diz:

    Oá Ernesto.Eu sou mais viajado,pois estive em Bissau um mês ,depois Bissorã,e terminei o meu percurso em Mansabá.
    Dia 21 há um almoço de Natal da malta da Ajuda amiga.Aparece,pois é um convívio muito giro.Se quiseres ir entra em contacto comigo pelo mail e combinamos.Se entretanto isso não acontecer aqui te deixo os votos de um Bom Natal e Feliz Ano Novo.Abraço

  79. Jose António Viegas Diz:

    Pelotão Caçadores Nativos 54 esteve em Mansabá de Agosto a Outubro de 1966 com a compª 1421, um abraço e Feliz Natal a todos os camaradas.

  80. Eugénio Baltazar da Costa Branco Diz:

    Rapaziada, amiga, muito boa tarde. Espero que todos tenham passado o Santo Natal e que agora, No Novo ano que se aproxima, tenham tudo de bom, sobretudo no campo sa saúde.
    Adoraria poder juntar-me um dia com todos voces. Sei que é difícil, mas não é impossível.
    Informo que apesar da idade, nunca deixei de tocar (meu hobi), e ainda toco. Faço parte de um duo “lLOS TEXANOS”, com música de baile dos anos 60 – 70 e 80, sem esquecer a música actual, mas o forte mesmo é a música mais antiga (imortal). Sou organista e o meu companheiro toca viola.
    Organizem-se e contem com música para se divertirem.
    PARA TODOS DESEJOS DE FESTAS FELIZES E UM NOVO ANO COM TUDO QUE HÁ DE BOM.
    Do camarada amigo
    Ex furriel de Art. Eugénio Branco

  81. helder ferreira lopes Diz:

    Oliveira um abraço. Helder Lopes

  82. carlos oliveira Diz:

    Caro HELDER, obrigado pelo abraço . Queira Deus que nos vejamos próximo dia 27 de Abril ,em Fátima, BCAV 1897 ,segundo a convocação do nosso amigo e sempre pronto ,Peixeira…Até lá tudo a correr pelo melhor para si e os seus.
    Abraço

    Carlos Oliveira

    Envio como sempre também Melhores Cumprimentos aos que participam neste site.

  83. ernesto franca gonçalves pereira, cabo frança de Gondomar -porto Diz:

    Ola Joao Faustino eu tambem era da companhia caçadores para-quedistas 122 e tambem estive em manssaba , fui no niassa e depois fomos logo para la estivemos tres meses e a seguir foi teixeira pinto, gostei de ler o que escreveste se quiseres aqui tens o meu contacto, a dias estive a ler tambem um artigo do HOSS da 121, um abraço para ti.

  84. ernesto franca gonçalves pereira, cabo frança de Gondomar -porto Diz:

    telef. 939567950

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