Contactos com o “IN”

Poucas foram as vezes que lhe vi o rosto.

Vêem-me no entanto à memória os nomes dos locais, como que fazendo parte de uma nebulosa de acontecimentos tão distantes mas tão presentes, onde perpassa a sensação de angústia e impotência que em alguns deles se viveu.

Baixa das Bananeiras, Baria, Benifo, Biambe, Biamga, Bindoro, Binhalom

Cai, Camã, Cambajo, Canfanda, Cantoré, Changalana, Claque, Cubonje, Cufar, Cussanja

Dando, Date

Embonhé

Fátima

Gamol, Ganturé, Guebambol

Imboé, Infandre, Inquida, Iracunda

Lochner

Manfeta, Mansudé, Maqué, Mindodo, Morés, Namedão

Nhae, Nhamate

Oio, Olom

Pache, Paile, Porto Gole

Quenhaque, Queré

Sabá, Sansanto, Santambalo, Saracuol

Talico, Tumaná

Uália

Chama: contacto com IN
Quadrado: destacamento NT


Uma Resposta para “Contactos com o “IN””

  1. E. Esteves de Oliveira Diz:

    Em 1963 ou 64 (a memória já não ajuda muito…), um pelotão da CCaç 411 de Buba, requisitado para tomar parte numa operação comandada pelo ten.cor. Delgado, do batalhão de Catió, deslocou-se de Fulacunda para Tite – o comandante do pel.at. era o alf.mil. Gusmão. A meio do caminho, antes de chegar a Nova Sintra (ao tempo uma tabanca abandonada, ainda sem quartel das NT), enquanto tentavam levantar o enésimo abatiz, o pelotão foi atacado simultaneamente pelos grilhas e pelas famosas abelhas africanas! Foi o fim do mundo! Mais tarde, alguns dos nossos rapazes disseram-me que chegaram a cruzar-se com guerrilheiros que também procuravam desesperadamente escapar às ferroadas das abelhas – e como ferram, as malditas! Como resultado da dupla emboscada, foi necessário evacuar o alferes e vários soldados. À pressa, meteram-me no mesmo pardal que levou os feridos para Buba para substituir o alf. Gusmão e fui encontrar a malta do pelotão já em Tite, tremendamente desmoralizada e alojada em péssimas condições numa espécie de telheiro sem paredes. Por causa disso, tive uma discussão dos diabos com o comandante do batalhão de Tite, um tenente-coronel de quem não me recordo o nome, (carregava nos erres e ficara conhecido no meu curso de COM em Mafra pelo capitão terrorista) – se não fosse o ten-cor Delgado intervir, estou convencido que a minha carreira de oficial miliciano teria terminado ali…
    Enquanto estivemos em Tite, fizemos um golpe de mão à tabanca de Iusse e fomos recebidos a tiro pelos grilhas que lá estavam – a 2kms do quartel…! – e um “passeio” por Bissassema, Belel, Benausse e Feningue, sempre bem recebidos e acompanhados pelo IN, todas estas tabancas a uns escassos quilómetros de Tite. Foi aqui e então que nasceu a designação de “aramistas” para certa tropa de guarnição.

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