Bolama

O cais de Bolama e a avenida principal.
Palácio em ruínas.
(foto gentilmente cedida por Patrício Ribeiro – http://www.imparbissau.com/)

Residência do Governador, agora abandonado. (fotografado em 2006)
(foto cortesia de Seremot2, em Photobucket)

Palácio do Governador, agora abandonado. (fotografado em 2006)
(foto cortesia de Seremot2, em Photobucket)

A Igreja Matriz agora abandonada. (fotografado em 2006)
(foto cortesia de Seremot2, em Photobucket)

Um dos vários edifícios abandonados da época em que Bolama era a capital da Guiné.
(adaptação de Postal Ilustrada não identificado)

Vista aérea parcial da cidade de Bolama.
(adaptação de foto com origem em www.photobucket.com)

O antigo Palácio do Governador, agora abandonado. (fotografado em 2002)
(cortesia Anos, original em www.panoramio.com)

A azáfama no pontão do cais de Bolama aproveitando a maré cheia.
(foto gentilmente cedida por Carlos Fortunato, ex-Fur Mil – CCaç13, Leões Negros; original em http://leoesnegros.com.sapo.pt/)

A frontaria da Câmara Municipal que denota os tempos em que esta cidade era a capital da Guiné.
(foto gentilmente cedida por Carlos Fortunato, ex-Fur Mil – CCaç13, Leões Negros; original em http://leoesnegros.com.sapo.pt/)

Monumento aos aviadores italianos, no centro de Bolama.
(foto gentilmente cedida por Carlos Fortunato, ex-Fur Mil – CCaç13, Leões Negros; original em http://leoesnegros.com.sapo.pt/)

Um aspecto do Mercado.
(foto gentilmente cedida por Carlos Fortunato, ex-Fur Mil – CCaç13, Leões Negros; original em http://leoesnegros.com.sapo.pt/)

O Hotel de Turismo (antiga sede do Banco Nacional Ultramarino) foi para muitos apenas local de passagem quer em viagem para destinos mais longe quer em operações.

Cais em maré baixa onde se pode ver a grande amplitude das marés.

Vista da cidade, já de longe.

“Ferry” de cabotagem passa ao largo.

21 Outubro 2008 às 21:37
Prezado amigo Henrique!
Não imagina como lhe estou grato pela feliz oportunidade de rever algumas excelentes imagens que nos fazem recuar no tempo.
Realmente, as imagens que posso apreciar falam ao meu coração de uma maneira muito especial.
O sentimento que está no meu coração é um misto de pena, tristeza, revolta e de alguma saudade. Sim, não posso esquecer que a nossa geração viveu um período extremamente violento tendo em conta a “estrada” larga… e difícil que estava perante nós muito antes do nosso recrutamento. Ainda não estavamos recrutados para o serviço militar e já sabíamos o caminho que nos estava proposto. Foi uma condenação antecipada no tempo…
As fotos de Bolama fazem-me relembrar os “cruzeiros” que nós tripulantes de uma Lancha de Desembarque (LDM202) fazíamos e cujas paragens eram obrigatórias.
Foi bom, muito bom ver essas fotos as quais tomei a liberdade de guardá-las no meu album de recordações, para mais tarde recordar.
Com admiração,
Luís Lucas DaSilva
luislucasdasilvaatgmail.com
25 Julho 2009 às 15:30
Obrigado pelas fotos que me fazem lembrar os tempos em que Bolama foi uma cidade africana e outras que me provam a triste realidade de uma decadência, não porque por falta de meios, mas por falta de vontade.
Ainda dormi na década de 90 na Residência do Governador. Nessa altura o Governador era Manuel Nandigna e depois José Saraiva.
A minha grande desilusão foi quando constatei que as toneladas de materiais oferecidos para a recuperação de Bolama foram depois vendidas em Bissau. Que o jeep UMM que oferecemos para evacuar doentes do interior da ilha até ao hospital ou ao Porto servia para fazer transportes de cabras porcos e até vacas na terra do Governador Saraiva e que o barco ambulância com um motor de 80 cavalos Mercury para evacuar pessoas para Bissau acabou ao serviço de um comissário politico qualquer, sofreu um rombo numa pedra e passado um mês já não havia barco.
Estas são realidades que as fotos só confirmam.
Deduções e juízos ao sabor de cada um.
Uma pergunta:
-Será que os Africanos foram mesmo abandonados? Por quem?
Desejo a melhor sorte àquela população de Bolama onde deixei alguns amigos.
Obrigado.
3 Fevereiro 2010 às 0:54
Eu me sinto tão triste pelo abandono da cidade Bolama, é uma cidade histórica cheia da história em que tudo deve ser preservado, mas por falta de competência dos nossos governantes, distribuíram tudo sem preservar, lamento muito.
28 Maio 2010 às 14:05
É com muita alegria e mágoa que estou vendo as fotos da minha terra natal e não tenho palavras para vos agradecer, porque só após vários anos que estou a ver realmente o total abandono que se tornou a 1ª capital da Guiné que é um grande património histórico nacional e mundial.
Peço a todos nós Bolamenses que façamos algo para a nossa Terra, lembrando sempre naquela velha música ” nba bolama ntchora pena…”.
10 Agosto 2010 às 15:36
É sempre muito gratificante podermos recordar momentos de um passado vincado na nossa memória. J Monteiro
16 Agosto 2010 às 20:59
É sempre com nostalgia que recordamos o passado. Estive em Bolama de meados de 1964 a Set 1965, dormi no Hotel Turismo, agora destruído.
O quartel do CIM está parcialmente destruído e abandonado, toda a cidade está modificada, pergunto: esposemos o nosso corpo às balas para quê? Para defender um povo (ou várias raças ) que não se entende!
Os primeiros meses da vida da minha filha foram nessa cidade, o que me provoca ainda mais tristeza tal abandono… Poucos meses faltam para ter 70 anos, mas se me dissessem para voltar … eu voltava!!!
Brevemente escreverei sobre a estadia em Bolama.
9 Setembro 2010 às 0:48
Tenho orgulho da minha terra mesmo assim, se sabe Deus vai tornar como era antes.
4 Novembro 2010 às 18:25
Sou Maurício Wilson guineense, arquiteto, urbanista e gestor ambiental residente temporariamento no Rio de Janeiro, ainda nesse ano criei um grupo com objetivo de restaurar e requalificar todos os edificios históricos e áreas urbanas de Bolama, o projeto vai contar com novas construções de habitações, escolas, centros de saúde, terminal de barcas, museos e centros culturais.
O projeto já está sendo estudado, através de levantamento de dados históricos sobre a cidade. No mês de Janeiro do ano que vem estaremos lá para uma pesquisa de campo que envolverá todo o território da Ilha.
Por favor se alguém sober de alguma coisa que pode nos informar melhor sobre Bolama ou alguem que pode nos ajudar, peçamos que colabore.
O meu e-mail: mauriciowcsilva@yahoo.com.br
10 Novembro 2010 às 16:17
Ajudem-me a reconstruir a histórica cidade de Bolama, sou um dos seus filhos que mais a senti no coração.
Hoje, sou jornalista e fruto de Bolama, mas não tenho força, pelo que espero da vossa parte uma mãozinha para quando organizarem as primeiras eleições autárquicas apresentei-me como salvador…
Conto convosco
Um abraço de bolamandade para toda a equipe!
Obrigado.
Seco Baldé Vieira
Jornalista
10 Novembro 2010 às 16:19
Anexo, o meu E-mail: secobaldevieira@yahoo.com.br
23 Fevereiro 2011 às 18:22
Inenarráveis são os sentimentos e emoções que me assaltam ao ver as fotos e ler o expresso por todos os camaradas. Também por aqui passei, vim ser ouvido num auto levantado para descobrir quem seria o culpado pelo desaparecimento do meu querido amigo Alf. Vasco Sousa Cardoso, quando por um tremendo erro estratégico do comandante da Operação Cap. ####
hoje reformado pelo menos como coronel (vicissitudes dos ineptos Comandantes) numa tremenda emboscada toda a coluna se partiu vindo o regresso de diversos grupos a Fulacunda a ser feito durante toda a noite, devo ao meu grande amigo Soleimane Djaló e ao Salu (já falecido) ter regressado já alta noite a Fulacunda. O meu amigo fugiu juntamente com cinco praças para o lado errado vindo a ser perseguido e abatidos durante dois dias, um suicidou-se e apenas um dos elementos foi capturado e trocado através da CVI com prisioneiros do PAIGC. O Comandante da Operação foi dos primeiros a chegar ao Quartel com o maior troço de tropas. Que ignorante eu era destas questões. Não quero deixar de referir que no dia imediato uma Companhia a sério Comandada pelo Cap. Carlos Fabião – (Companhia dos Camelos), a quem rendo a minha homenagem – Um HOMEM – a sério, onde me integrei, pesquisou intensamente a área do incidente mas infrutivamente. Pequenos episódios tristes demonstrativos da incipiêncis dos nossos comandantes. Fiquei hospedado, porque quis, no Hotel de Turismo (impossível dormir por causa dos mosquitos) .
21 Março 2011 às 10:40
Mensagem aos bolamenses
Não se desencorajem, tenham a fé e a esperança de que um dia a nossa terra será como desejamos.
Que Deus nos acompanhe e nos dê a força, coragem e vontade de mudar as coisas.
13 Julho 2011 às 14:58
Ainda há tempo, estamos com uma propósta de ordenação da paisagem na ilha de Bolama, visando a restauração de edificios históricos da cidade mas, estamos a ter muita dificuldade em poder encontrar documentos que relatam a construção desses bens. No Arquivo Histórico Ultramarino em Lisboa, só encontramos alguns documentos relacionado aos edifícios construidos após a criação do Gabinete de Urbanismo Colonial, denominado depois “Gabinete de Urbanismo Ultramarino”. Esses documento só referem aos edifícios construidos quando capital colonial passou para Bissau.
Caso soberem mais sobre construção da cidade de Bolama, colaborem. Estou a deixar o nosso contacto.
E-mail: jucalivre@ufrj.br / mauriciowcsilva@yahoo.com.br
Telef: + 55 21 83336324
29 Julho 2011 às 8:53
Aos interessados, poderão ler:
A QUESTÃO DE BOLAMA , Pendência entre Portugal e Inglaterra
do ANTÓNIO DOS MÁRTIRES REIS
da Agência- Geral do Ultramar 1970
30 Novembro 2011 às 16:06
Ocasionalmente nadando por estas águas de Bolama onde estive durante parte do mês de Janeiro de 1974 onde fizemos o IAO , rumando depois para Cancolim na 2ª CCaç do Bat 4518 com CCS em Galomaro.
MANUEL MOURA – EX FURR. AP.
email : golfinho101mares@hotmail.com
13 Dezembro 2011 às 17:17
Gostei imenso de todas essas informações. Só queria saber da superficie total da região de Bolama-Bijagós.
20 Março 2012 às 17:08
Obrigado a todos aqueles que de uma ou de outra maneira sentem a minha ilha, Bolama no coração.
Li quase todos os comentários acima, e quase no fim ou com umas palavras nostálgicas, de alguns antigos soldados portugueses, filhos e amigos de Bolama, não senti quando a lágrima saiu dos meus olhos.
Sou filho de Bolama, embora jovem em relação aqueles que viveram a minha terra nos anos 50, 60, 73, amo imensamente esta ilha que me viu nascer, e não paro de pensar em como posso ajudar a recuperar algumas casas históricas que constituem monumentos históricos da Guiné.
Peço as pessoas que pensam da mesma maneira que eu, o favor de me contactar para juntarmos as mãos, porque não podemos deixar a história dessa ilha maravilhosa desaparecer.
Muito Obrigado a todos
André R. Teixeira
antex@hotmail.com
30 Março 2012 às 22:57
Foi com natural apreço que consultei o material supra apresentado.
Sou natural de Bissau, onde cresci até aos 17 anos altura em que vim estudar para Portugal. Em 1991 e mais recentemente, e, 2006 voltei à Guiné onde recolhi dados para dois livros que editei sobre duas importantes Sr,as da Guiné.
Em garoto vivi 4 anos em Bolama, em cuja Escola Primária, estudei no ano lectivo de 1954/5 a 2ª classe, tendo como professora a minha mãe.
Continuo-me a interessar pela Guiné e se é certo que estimo muito a minha terra, tenho grande predileção por Bolama, que tanto me custa ver a vegetar em ruínas. De momento estou a terminar um Cróqui sobre as ruas dessa que foi um terra encantadora.
Com um grande abraço
António Júlio E. Estácio – citassi@yahoo.com.br
5 Abril 2012 às 23:18
Bem haja quem fizer bem a esta linda ilha de Bolama…Fui enfermeiro militar entre 1971/1973 e guardo boas recordações. Os seus lindos monumentos,embora construidos pelos colonos portugueses pudiam ser recuperados e explorados com beneficio económico para o Governo da Guiné-Bissau que hoje é liderado por um Excelente Primeiro Ministro.A cidade tem potencialidade e acredito que mts europeus pudiam escolher este Paraíso para férias.Os habitantes são pessoas simples,simpáticas e prestáveis.É um País de Grande Futuro!Tem Fauna,Flora e serviços de Turismo que poderão dar muita sustentabilidade e melhorar as condições de vida dos seus concidadões…